Recanto das corujas

Julho 22, 2008 by Gastão Muri

 Em Imbé, na Avenida Paraguassu, em frente ao posto da Brigada Militar, duas corujas têm seu ninho. Muitas pessoas passam pelo local e ficam observando as aves. Por falar em corujas, elas que foram alvo de polêmica em Capão da Canoa e motivaram a suspensão de um espetáculo de fogos de artifício. Neste canto de Imbé as corujas estão protegidas. Provavelmente dentro da pequena área cercada está o ninho delas, com os ovos das futuras corujinhas. A natureza é realmente sensacional. As corujas são aves que chamam a atenção pelo tipo de plumagem e barulho que emitem.

Expectativa

Julho 19, 2008 by Gastão Muri

Visitei o comitê eleitoral de Eloi Braz Sessim (PRB), em Tramandaí. O clima é de otimismo e confiança na vitória no pleito de outubro. Um partidário de Sessim afirmou que foi realizada uma pesquisa que mostra ampla vantagem dele sobre os demais candidatos. O vice de Sessim é o médico Saleh Asad Abdalla Júnior que me cumprimentou ao chegar no local. A expectativa é grande em relação a esta eleição em Tramandaí em virtude da possibilidade de candidatura de Sessim. O TRE tem até 16 de agosto para publicar a decisão dos juízes em relação aos pedidos de registro de candidatura e até 6 de setembro para julgar os recursos. As opiniões se dividem em relação a Sessim. Muitos afirmam que ele vai poder concorrer. Outros dizem que ele será impedido pela Justiça.

Paulo Borges na Festa do Peixe

Julho 17, 2008 by Gastão Muri

 O deputado estadual Paulo Borges (DEM) esteve visitando a 19ª Festa Nacional do Peixe, em Tramandaí, onde conversou com moradores e visitantes. Borges foi meu colega na Faculdade de Jornalismo e ficou bastante conhecido no Estado por ser o repórter da previsão do tempo da RBS TV. Foi eleito deputado com consagradora votação. Em Tramandaí mostrou sua simpatia e carisma, também reforçando a campanha do DEM na cidade que é vice na aliança com PDT e PSDB. Em Porto Alegre ele é coordenador da campanha de Onyx Lorenzoni a prefeito.

Drogadição em prédio público

Julho 17, 2008 by Gastão Muri

 No bairro Sulbrasileiro, em Osório, há um prédio sendo construído pela administração municipal. Segundo informações da assessoria de imprensa do Executivo, dentro de oito meses a segunda etapa das obras estará concluída. Por enquanto, como está inconcluso e com janelas abertas, é usado por indivíduos para se drogarem. No local eu encontrei uma latinha de refrigerante usada para a inalação de crack. Mostrei o objeto a um experiente policial que me confirmou se tratar de uma lata que se transforma em cachimbo para fumar o crack (derivado da cocaína).

O maior escândalo

Julho 13, 2008 by Gastão Muri

O grande, o maior escândalo do sistema carcerário não são os que estão lá. São os que não estão”.

Esta frase é do colunista Josias de Souza, do jornal Folha de S. Paulo. É para refletir depois de ver uma turminha se safando da cadeia graças às minúcias de um sistema judicial dado a brechas que facilitam a ação dos advogados dos ricaços.

Epidemia de crack

Julho 12, 2008 by Gastão Muri

Estou fazendo uma reportagem a respeito do uso de crack em alguns locais de Osório. Num deles, uma obra inacabada do setor público, encontrei indícios de que ali pode estar sendo consumida esta droga que se espalhou de forma avassaladora pelo Rio Grande do Sul.

A difusão da droga é enorme, atingindo não apenas os grandes centros urbanos, mas as cidades médias e pequenas. Por isto que são necessárias boas escolas, esporte e trabalho para toda esta juventude que está sem perspectiva.

O tempo é o senhor da razão

Julho 12, 2008 by Gastão Muri

Não quero parecer como um jurisconsulto romano com a antiga Lei das Doze Tábuas nas mãos. Não chamo para mim os holofotes, mas é bom de vez em quando olharmos para trás. Há dez anos atrás, mais ou menos, lancei-me em matérias denunciando toda a incompetência do setor público, a falta de fiscalização e a apatia da oposição em Osório. Hoje todos os fatos que surgem estão a mostrar que Osório sofre do mesmo mal que o resto do país: falta fiscalização e sobra covardia diante das irregularidades.

Denunciei o Centro Olímpico, o fechamento da Escola de Gastronomia (anunciada como “Centro Politécnico”) e da Farmácia de Manipulação. Vejam que os políticos, graças à falta de enfrentamento, foram em frente e ganharam eleições e a cidade ficou com diversos problemas, apesar das promessas e todo o dinheiro público envolvido. Jamais me senti como um “patinho feio” em meio aos cisnes lindos, de bico calado e deslizando sobre o lago calmo da omissão. O resultado está aí para todo mundo ver e julgar. “O tempo é o senhor da razão”, diz aquele velho ditado. Pois é! Aqui neste blog há uma página sobre a revista que a administração PMDB-PFL  editou. Vale a pena ler para relembrar como as coisas são na política deste país.

Não me considerem presunçoso porque assim como eu existem milhares e milhares neste país. Tem que ser feita uma reforma política para fazer frente aos políticos profissionais e desonestos, os carreiristas que enriquecem graças ao poder público e sua rede de amigos e relações. A fiscalização sobre os administradores e a máquina pública tem que melhorar e as leis devem ser mais rigorosas. Não só as leis, mas os juízes de qualquer instância precisam ser mais rígidos buscando pelo menos a devolução dos recursos desviados. Enfim, cá estamos dando o nosso recado, sem medo destes que fazem da política uma forma de viver e enriquecer.

“A omissão é filha da covardia e mãe da injustiça”

Informação e campanha

Julho 11, 2008 by Gastão Muri

 

A Lei Eleitoral apresenta pontos bastante rígidos sobre a relação candidato-eleitor. Um dos que mais chama a atenção é o referente à proibição da confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens e matérias que possam proporcionar vantagem ao eleitoral. Esta norma restringe enormemente a ação de pequenas empresas que encontram neste filão de mercado um importante ganho. O legislador quis restringir de vez qualquer forma de aliciamento do eleitor por meio de fornecimento de objetos de uso pessoal e cita ainda a cesta básica.

Há diversos pontos da Lei Eleitoral referentes às emissoras de televisão e rádio, com vedações e normas que deve exigir extrema atenção dos repórteres, redatores, locutores e editores deste segmento da mídia. Sobre a mídia impressa há regras quanto à veiculação de propaganda. Entendemos que por estarmos vivenciando a democracia e prezando pela busca da objetividade jornalística, os jornais devem buscar divulgar informações imparciais de todos partidos e candidatos. Infelizmente alguns colunistas do Litoral Norte, muitas vezes investidos ilegalmente da função de jornalista, esmeram-se em alfinetadas e notícias tendenciosas, colocando em dúvida o seu trabalho.

Claro que todo veículo pode ter sua preferência e realizar um trabalho jornalístico dos eventos políticos que julgar mais importante, com linha editorial voltada para abordar aspectos da campanha eleitoral que ora se inicia. O que deforma a informação é a crítica sistemática e irritante, movida estritamente por interesses particulares.

Pelo conteúdo da Lei Eleitoral, observa-se o interesse que há em conter o abuso do poder econômico. A inclusão dos CNPJs nos materiais produzidos, a proibição de brindes e camisetas e outras formas de agrado ao eleitorado demonstram que há vontade de conter a avassaladora ação de candidaturas ruins de conteúdo, mas recheadas de dinheiro de origem duvidosa. A montagem dos comitês financeiros, portanto, é momento crucial para os candidatos e partidos.

A televisão e o rádio, por serem concessões públicas, são alvo de uma forte fiscalização. Já a imprensa, jornais e demais periódicos, usufruem de maior liberdade que não deve ser confundida com a prática odiosa de perseguir candidatos que não são do seu interesse. Liberdade de imprensa também é responsabilidade. Uma responsabilidade que chega a todo cidadão por meio de notícias objetivas, com conteúdos que possam possibilitar escolha e diferenciação de siglas, coligações e candidatos, dando os meios para que a democracia se consolide.

Segurança pública agoniza

Julho 8, 2008 by Gastão Muri

 No dia 3 de julho parte dos policiais civis gaúchos realizou uma paralisação. No Rio Grande do Sul vemos a criminalidade e o consumo de crack e outras drogas crescerem de forma geométrica, no entanto não são feitos investimentos fortes na segurança pública. Os parlamentares agora entram na fase de ajudar a companheirada nas campanhas políticas, assim como precisam dar desfechos às ridículas CPIs. O policial, civil e militar, arrisca suas vidas enquanto a classe política parece debochar. Pobre também do professor, do aposentado e do agricultor.

SOCIEDADE COMOVENTE

A blindagem é extremamente forte. Estamos escapando em meio a todo o tumulto. Estamos indo bem.

CRACK

Osório tem programas sociais eficientes? Refiro-me diretamente à administração municipal. A proliferação do crack, o desemprego, o trabalho infantil e juvenil, todos são assuntos clamantes que exigem compromisso e tomada de decisão dos administradores públicos.

Campanha eleitoral

Julho 3, 2008 by Gastão Muri

Os escândalos somaram-se de forma fabulosa. Na capital federal, nas capitais estaduais, em órgãos públicos os mais diversos, em cidades grandes e pequenas, o cheiro de podre subiu do chão até o céu deste lindo país. Os clamores surgiram, às vezes tímidos, noutras mais exigentes. De qualquer forma, como chegou a época da campanha eleitoral, as autoridades resolveram inovar. Logo surgiu o termo “ficha suja”, o que seria uma forma de minar os maus políticos, expondo-os aos maus tratos da opinião pública e, se for possível, evitar sua candidatura.

Querem limpar o país. Limpar assim, fazendo coisas infantis, querendo colocar placa em quem é ruim ou bom. Algo fantasmagórico toma conta deste país quando se quer arrumar a casa. Parece que algumas autoridades surtam. A questão eleitoral tem seu limite. Vejam o absurdo que foi todo o debate a respeito do aumento do número de cadeira de vereadores nos legislativos. Fizeram isto em pleno ano de eleição municipal, um verdadeiro absurdo e que felizmente foi deixado de lado. Deixem as câmaras municipais assim como estão. Já foi reduzido o seu número de parlamentares e chega de retrocesso.

Sobre a questão da limpeza da política nacional percebe-se que alguns imaginam ser a mesma coisa do que limpar um salão de baile. Não é a mesma coisa. Em primeiro lugar tem que se reforçar a fiscalização sobre os órgãos públicos, sejam eles quais forem. As campanhas eleitorais também precisam ser investigadas, pois ali podem estar nascendo e criando raízes práticas criminosas que mais adiante serão executadas quando o grupo político vencedor estiver no comando de prefeituras e outros órgãos públicos.

Limpeza política não é faxina em salão de baile. Agora o baile é a campanha eleitoral. Não adianta inventar coisas de última hora. Tem que a música tocar para os dançarinos irem para a pista. Quem vai se dar bem neste baile, só as urnas dirão.

Tramandaí deve ter uma campanha eleitoral histórica. A Capital das Praias vai ser sede de um pleito muito disputado. Carreatas, comícios e eventos vão ocorrer para buscar o voto da população. As demais cidades da região – Osório, Imbé, Capão da Canoa, Cidreira e Balneário Pinhal – também partem para uma campanha eleitoral que abordará muito a ética, a questão local e as relações com os governos estadual e federal.

A música deste baile começa a tocar. Os maestros, a Justiça Eleitoral e demais autoridades, cuidam da nota e é bom os candidatos andarem na linha, pois se descompassarem fazem feio para o público e podem acabar mal.