A novela do teleférico

Lançam-se culpas sobre os órgãos ambientais por não liberarem a construção do teleférico no Morro da Borússia, em Osório. Há mais ou menos 20 anos se fala na implantação desta atração turística. Creio que a questão foi muito mal conduzida ao longo dos anos. Ela ficou emparedada pela política e limitada pela falta de propostas. A solução foi encontrar um culpado, um bode expiatório: os órgãos ambientais.
Hoje há uma janela maior de diálogo com a Fepam, uma determinação da própria governadora Yeda Crusius. Os empreendedores estão principalmente nas grandes cidades, esperando boas propostas e contrapartidas do poder público. Um hotel de no mínimo quatro estrelas na cidade, estações na montanha e na planície e toda uma infraestrutura precisa ser feita. O segredo da questão talvez esteja no tipo de negociação e na forma como se apresentam as oportunidades. O “bondinho” tem tudo para vir para Osório, mas não se pode vender ele sozinho. Criatividade pode ser a solução que se sobreponha a argumentos ecológicos hoje ultrapassados.

Jovens morrem afogados em açude

fevereiro 5, 2010 Gastão Muri 1 comentário

Afogamentos em Capão

Afogamentos em Capão

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Num açude localizado entre a Lagoa dos Quadros e a Estrada do Mar, em Capão da Canoa, Oséias Pinto Isidoro, 17 anos, e Davi Roberto Mendonça Júnior, 14, encontraram a morte. Imprudentemente entraram num lago cuja profundidade, em alguns pontos, chega a sete metros. O fundo do lago foi escavado para a retirada de areia destinada à construção civil.
Impressiona a falta de segurança no local, sem placas alertando sobre o perigo do banho naquelas circunstâncias. A área não possui cercamento eficiente, o que gerou as condições para uma desgraça num dia quente e abafado.

Infraestrutura do litoral

fevereiro 4, 2010 Gastão Muri 2 comentários

Estive em Balneário Pinhal e observei que em grande trecho da praia não há calçadão, algo que precisa ser repensado pelos administradores. A cidade está sendo bem conduzida pelo prefeito Jorge Fonseca, pois do pouco que possui em orçamento consegue fazer inteligentes investimentos.
ASSEMBLEIA – Na Assembleia Legislativa o Litoral Norte passou a ter dois representantes: Ciro Simoni (PDT) e Alceu Moreira (PMDB). Enquanto isto a Estrada Interpraias é uma droga, o que deveria motivar uma grande discussão em relação a um projeto turístico e urbanístico para a faixa junto à praia. Nada disto ocorre, enquanto os protagonistas passam a só pensar em eleições, coligações, negociações, cargos e interesses de centenas de correligionários.

Planeta Atlântida

fevereiro 1, 2010 Gastão Muri 1 comentário

Em Xangri-Lá a administração municipal proibiu a venda de bebida alcoólica ao redor da área do Planeta Atlântida. Nunca vi coisa deste tipo, proibir a venda de um produto legal apenas por causa do interesse dos organizadores de um festival de música. É o cúmulo, algo que fere a liberdade econômica daqueles pequenos comerciantes que trabalham em Xangri-Lá. E lá dentro do Planeta Atlântida a beberragem vai rolar solta. Ótimo para os patrocinadores do evento.

Cardumes diminuem na Plataforma

Estive circulando pela Plataforma Marítima de Tramandaí. Conversando com alguns experientes pescadores e sócios daquele clube de pesca, descobri que os cardumes tiveram reduzida sua quantidade naquela área.
Os pescadores me afirmaram que hoje em dia é difícil fisgar peixes maiores, o que contrasta com a fartura de épocas passadas, há uns 15 anos atrás. Eles me disseram que a pesca de arrastão e os cabos de rede espalhados pela costa estão dizimando o pescado. Até peixes bem pequenos são levados para os navios e depois para as fábricas de ração animal.
Enquanto isto, os órgãos que fiscalizam o meio ambiente costumam crescer a unha para cima dos pequenos pescadores da região que estão na labuta diária, numa atividade passada de pai para filho.
Ibama, Fepam, Patram carecem de uma ação efetiva sobre os grupos que fazem a pesca do arrastão. Estes é que estão fazendo com que os cardumes venham cada vez menores para a costa, agindo inclusive em épocas de defeso, o que é mais grave ainda.

Rap do Casoy


“Isto é uma vergonha”, frase que é marca registrada de Boris Casoy. Só que um rapper dá o troco.

Veraneio de final de semana

O veraneio está sendo aquele mesmo de outras vezes, com grande parte da população usufruindo dos balneários aos finais de semana. Conversei com comerciantes de Torres e Tramandaí que perceberam que seu faturamento diminuiu. São principalmente donos de mercados, fruteiras e restaurantes. Como a classe média está fechando a mão, naturalmente gasta menos dinheiro na praia. Muitas famílias já chegam com o rancho ou deixam armazenado na casa da praia. A crise pegou muita gente.
Conversei com um meteorologista da empresa MetSul, de Porto Alegre, que me disse que a primeira quinzena de fevereiro deverá ser chuvosa. Espero que não. Por falar nisto, bom mesmo é o mês de março. Venha logo março!

Mono-bóia subterrânea?

Agora não lembro qual site de notícias que falava numa tal de “mono-bóia subterrânea” na costa de Tramandaí. Em primeiro lugar estranho porque se é bóia precisar estar na superfície da água ou perto dela. Como se tratava de um equipamento localizado no mar, quem lê fica boiando ainda mais. Então seria uma mono-bóia submersa e não subterrânea. Pobres dos leitores que ficaram confusos em razão da falta de entendimento entre o redator e os técnicos das empresas envolvidas com o pequeno vazamento de nafta ocorrido no litoral gaúcho.

Navegar é preciso

Dizem os poetas que navegar é preciso. Tal frase tem a ver com o gosto dos portugueses pelas aventuras e navegações. Pois hoje andei de catamarã na costa de Torres.
Eu e dezenas de turistas passamos ao largo da Ilha dos Lobos e rumamos para o sul, de onde avistamos a Praia da Guarita e a da Cal. A uma milha da costa vi uma cidade bonita, a respirar a alegria do verão.
Interessante é que o verbo navegar passou a ser sinônimo de utilização da Internet. O meio eletrônico nem de perto se equivale a uma navegação sobre o Oceano Atlântico.

Os R$ 5 milhões que ainda não vieram

O Hospital de Osório aguarda os R$ 5 milhões do governo federal. Inicialmente estava previsto que o dinheiro viria até 20 de janeiro, mas não se concretizou.
Em Brasília o jogo político é forte para o lado da saúde. O ministro José Gomes Temporão é do PMDB e lideranças do litoral gaúcho acham que a vinda da verba para o hospital está vinculada a relações políticas que apontam para o favorecimento de companheiros de partido de Temporão.
Quando estive no hospital recentemente verifiquei que não havia sido colocado nenhum tijolo do prédio que irá abrigar a ala psiquiátrica e o bloco cirúrgico. Está tudo na espera da burocracia federal, ela que é lenta ou apressada de acordo com o interesse político.
Uma milonga dos R$ 5 milhões que ainda não vieram poderia ser composta. Esta cantoria ficará no palco alguns meses, talvez até mais. Mais uma melodia triste e desafinada que chega aos ouvidos como o eco de um discurso político feito sob medida para as eleições deste ano.