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Archive for Outubro, 2008

Egos em agonia

 A sociedade da superficialidade é a sociedade da ilusão. As projeções daqueles que querem estar sempre na vitrine podem ser muito enganadoras. Compre a publicidade, ganhe a fama momentânea e caia na real depois.

Tópicos

1) Engraçado, sumiu uma página da Internet. Que estranho. Lá estava ela e repentinamente sumiu. Sorte que eu salvei a página do periódico no meu computador. Foi providencial.

2) Governo Yeda: terrível, fraco, vacilante e entediante. Apesar de tudo, torço por ela. Parafraseando o futebol, a culpa é do time, não do técnico.

3) Prefeitos eleitos do Litoral Norte saem de férias, viajam, tiram uma folga ou dão uma volta. Objetivos: descansar da campanha, tirar umas férias dos chatos pedindo favores e tratar da transição.

4) Seu ego está em agonia? Não se preocupe. Tome uma caipirinha na beira da praia e deixe por minha conta que eu trato de achar outras maneiras de gerar mais agonia. Hehehe!

5) Fico satisfeito quando vejo um enfoque crítico no jornalismo da Internet, através de sites, blogs e portais. Ainda há esperança neste mundo.

6) Wall Street: templo do capitalismo ficará em agonia por quanto tempo? Pergunte a George W. Bush, um ego mais do que agoniado e enrolado.

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Uma reflexão sobre a economia

 Previsão de Robert Heilbroner: “tensões econômicas e sociais”

Quando eu fui, por curto período, aluno de Economia na Ufrgs comprei um livro recomendado pelo professor. A obra é do economista Robert Heilbroner e se chama “A Natureza e a Lógica do Capitalismo”, tendo sido escrita em 1985. Quase ao final da sua obra, ele escreve: “Assim, apesar da tendência geral na direção de uma interpenetração entre economia e Estado e de uma ’socialização’ do consumo, não podemos descartar a possibilidade de que os Estados Unidos perseverem em seu empenho em separar o Estado da economia e restringir suas funções de apoio. É impossível antever que efeitos uma política como essa poderia ter sobre o ritmo e o vigor da acumulação, mas mesmo que o crescimento prospere, a lógica estrutural indica vigorosamente que a acumulação continuará a acarretar tensões econômicas e sociais e um enfrentamento com os limites da estrutura social – não porque o processo de acumular capital tenha fracassado, mas porque foi bem-sucedido”.

*O trecho deste livro revela-nos que a atual crise financeira, com repercussão avassaladora nas bolsas de valores e principais economias do mundo, tem como causa a sofisticação da acumulação capitalista, aguçada pela globalização e alta tecnologia. O sucesso do capitalismo está apontando para uma crise interna, talvez sua ruína. O economista fala em “tensões econômicas e sociais”, “enfrentamento com os limites da estrutura social” e está a apontar os contornos de uma futura crise, hoje instalada. O governo norte-americano teve que intervir na economia, deixando de lado seu renitente sepatismo entre Estado e setor privado. Se a crise é cíclica ou crônica, só o tempo o dirá. Heilbroner viu nas entrelinhas do sistema os mecanismos da crise, dos booms e o papel do Estado na manutenção do capitalismo.

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Sete são indiciados por fraude na Amlinorte

Sete pessoas estão indiciadas no processo que tramita no Tribunal de Justiça em relação a desvios de recursos do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS), órgão ligado à Associação dos Municípios do Litoral Norte. A investigação, realizada pela Polícia Civil de Osório, apontou que foram desviados cerca de R$ 468 mil do Consórcio e o dinheiro apareceu em contas de servidores da Amlinorte. Os desvios aconteceram entre os anos de 2004 e 2006.

Foram indiciados Luis Fabiano de Oliveira, Adriana Pugen, Gabriela Danielle Furini, Marines Silva de Oliveira, Evandro Pereira de Assis, Humberto Zolli Correa e o ex-prefeito de Balneário Pinhal e ex-presidente da Amlinorte, Vilmar Furini (PMDB).

O processo se encontra na 4ª Câmara do Tribunal de Justiça. O indiciamento aconteceu  no início de setembro. Como o processo estava em segredo de Justiça, os nomes não foram divulgados na ocasião. 

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Um especialista explica

 Quem inventou a urna eletrônica?

Vamos por partes.
Primeiro, a idéia de usar micro-computador para eleição é muito velha e nem foi no Brasil que surgiu.
A idéia de fazer uma máquina específica para coletar votos digitados pelo eleitor surgiu nos EUA no final dos anos 80 e era chamada de Direct Recording Electronic Voting Machine, DRE.
Outra forma de máquina de votar que eles inventaram é a com leitura digital do voto escrito (scaner).
Atualmente as urnas tipo DRE estão sendo abandonadas e até proibidas em todo o mundo (por falta de uma forma de conferir o resultado), com exceção do Brasil onde as DRE continuam sendo “vendidas” como modernidade.
No Brasil, o primeiro teste com micro-computadores para votar foi feito em 1989, em Brusque-SC pelo juiz Carlos Prudêncio que usou software desenvolvido pela empresa do seu próprio irmão, Roberto Prudêncio, num modelo com digitalização do voto.
Em 1995, o TSE requisitou protótipos de “Coletor Eletrônico de Votos”, CEV, e recebeu 2 modelos da IBM (um japonês com notebook e outro brasileiro criado pelo engenheiro mineiro Márcio Teixeira) e um projeto
(sem protótipo) de Fundaçao Certi da UFSC.
O modelo do eng. Teixeira foi escolhido como o mais indicado e serviu de base para o edital de compra das primeiras urnas-e brasileiras em 1996. Esta concorrência de 96 foi vencida pela empresa americana Unisys, que fabricou o primeiro modelo oficial de urna-e brasileira, o qual foi desenvolvido e pedido patente por Carlos Rocha, outro engenheiro mineiro.
Obs.: o irmão do juiz Prudêncio até hoje move um processo contra os fabricantes das urnas-e brasileiras (Unisys e Procomp) porque entende que copiaram idéias dele.
Fontes:
- Livro “o Voto Informatizado” de Paulo Camarão, 1996
- http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/moretz.htm (recomendo ler)
- contatos pessoais

   Eng. Amilcar Brunazo Filho – Santos, SP

Quem inventou a urna eletrônica?

Outubro 25, 2008 Gastão Muri 2 comentários

 Pesquisei na internet, via Google, e achei isto. Tirem suas conclusões.

Sabemos que o Brasil é um dos países mais avançados, se não o mais avançado com relação à realização das eleições. A invenção da urna eletrônica ocorreu em 1989, na cidade de Brusque, Santa Catarina, por Carlos Prudêncio. Mas, na ativa só entrou em 1996, em teste em 57 municípios. Em 2000 ocorreu a primeira votação total na urna eletrônica. Com um montade de cerca de 120 milhões de eleitores no Brasil, a invenção da urna eletrônica ajudou a facilitar a contagem. E funcionou… nos adaptamos às maquininhas e tudo ficará feliz para sempre….

 

A eleição brasileira, considerada a maior votação eletrônica do mundo e que atrai a atenção de observadores internacionais, passou por um longo processo de evolução até chegar à atual etapa de informatização. Por estranho que pareça, a previsão de uma máquina de votar já constava no primeiro Código Eleitoral, em 1932.

 

Aos 52 anos, Carlos Prudêncio foi o mentor intelectual do atual voto eletrônico. Em 1989, ele implantou o primeiro terminal de votação por computador em Brusque, no Interior de Santa Catarina. Na época, aos 41 anos, Prudêncio era juiz da 5ª Seção Eleitoral do Estado, com sede naquele município. A adaptação do computador foi feita com a ajuda do irmão, Roberto Prudêncio, dono de uma empresa de informática. O modelo do programa de computador usado por Prudêncio é o mesmo adotado hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Voto eletrônico já estava previsto desde o 1º Código Eleitoral, em 1932 …

Sociedade Convergente em Osório

 Auditório da Facos quase vazio

No início desta manhã estive no auditório da Facos para conferir uma reunião do programa Sociedade Convergente. O auditório tinha cerca de 70 pessoas. Um público muito pequeno para a estrutura que o divulga através da mídia, naturalmente paga através de recursos públicos.

Até quando teremos que aturar isto? Conversas repetidas e enfadonhas. Aqueles que falam sempre explicam para que serve o programa, numa forma de justificar empreitada que não leva a nada. Conversa e mais conversa, numa infindável busca por assuntos que consigam interessar à sociedade.

Acho que falta objetividade. Tudo o que ali se discute pode ser debatido e revolvido nas dezenas de órgãos públicos que fazem parte do Estado e por empresas contratadas pelo governo estadual por milhões de reais desembolsados a cada ano. Uma pena, pois também não deixa de ser uma oportunidade perdida.

Diversão à vista

Parece que terei diversão esta semana. Irei ao programa Sociedade Convergente. As “palestras” ocorrerão na Facos, em Osório, na quinta e sexta-feira. Vamos ver quais assuntos importantíssimos serão tratados lá.

SOCIEDADE COMOVENTE

Por falar nisto, o Sociedade Comovente prossegue. Meio morno, talvez por causa das coisas que vêm acontecendo na política gaúcha, como investigações e a descoberta de algumas relações incestuosas entre políticos e empresas privadas. Enfim, realmente é de comover.

Zé Arigó e suas maquinações

Acabou a eleição. A luta agora é agora para salvar a honra. O Zé Arigó não se deu muito bem na eleição, mas vai pra luta. Ele vai procurar se encaixar no tal Sociedade Comovente porque quer se aproximar do seu político. O problema é que ele acha que agrada, mas na verdade só cansa os outros. No domingo ele foi debulhar milho e ficou pensando, pois está preocupado. “Preciso de uma boca na Prefa, na Câmara, sei lá onde”. Agora ele está maquinando bajular o seu deputado. “Palhaçada por palhaçada, todo mundo faz”, imagina. O Zé Arigó realmente está muito passado.

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Segurança pública: o conjunto da obra

Recentemente o Governo do Estado entregou viaturas aos órgãos de segurança pública. Trata-se de uma parte do problema tentando ser encaminhado, pois há um quadro extremamente difícil. A começar pelo pessoal. Além dos salários baixos, a Brigada Militar e a Polícia Civil enfrentam sérios problemas relacionados ao número de funcionários. Há cidades gaúchas com um número diminuto de policiais. Várias delas não possuem delegacia ou plantão noturno, o que equivale a deixar a cidade para os bandidos atuarem livremente.

O prefeito eleito de Imbé, Darcy Luciano Dias (PSDB), afirmou-me que um dos seus objetivos é a criação da Secretaria Municipal da Segurança Pública. Este município, cuja área urbana cresceu muito nos últimos cinco anos, pode ter melhorias com o surgimento de tal pasta, uma vez que o número de arrombamentos de residências é elevado. No entanto, só a criação de uma Secretaria específica para a Segurança Pública não é solução se ela não tiver uma atuação articulada com outros órgãos. O ideal seria ela ter como braço operacional uma guarda municipal, questão a ser amplamente discutida no Legislativo e população em geral.

A criação de guardas municipais está ocorrendo apenas em municípios maiores, como Porto Alegre e Novo Hamburgo. Nas cidades pequenas e médias o assunto não evolui, esbarrando em questões orçamentárias e administrativas. Apesar desta apatia em relação às guardas locais, os fatos estão a demonstrar que elas são uma necessidade e podem dar bons resultados a curto e médio prazo, desde que bem geridas. Desfrutariam ela de notável poder político, com respaldo da prefeitura e dos diversos segmentos da comunidade.

Temos que admitir que o setor está mal. Há nichos corporativos que são contra a modernização e a inovação. O Governo do Estado, este misto de instabilidade e busca de ressurgimento em meio a tantos vacilos, não está tendo um foco eficiente em relação à Segurança Pública. Este setor precisa de ações amplas e outras pontuais. Não há reposição de pessoal nem melhorias salariais para os servidores que estão na luta direta contra o crime. A modernização tecnológica até chega às delegacias, quartéis e unidades operacionais, mas falta um choque direto de administração, no sentido de valorizar o policial, pois as greves surgem e são importante indicador de que as coisas não vão bem.

O conjunto da obra está mal. Agora o governo estadual arremete seu foco publicitário para as cidades do interior, a maioria delas pequenas e médias. A criminalidade cresce nestas comunidades, muitas vezes incentivada por deficiências na segurança pública.

Hoteleiros esperam verão com maior movimento

Já se aproxima a temporada de verão e os empresários do Litoral Norte começam a preparar seus estabelecimentos. O segmento hoteleiro é um dos mais importantes e espera aumentar o seu faturamento neste verão. O vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares, Francelino Silveira, está vendo com otimismo o atual quadro. Segundo ele, o poder econômico do brasileiro está melhorando e a BR 101 ainda está em obras, desviando fluxo para a Estrada do Mar e cidades da orla gaúcha. Outro ponto bastante positivo é o aumento do dólar, o que facilita a vinda de argentinos para as praias brasileiras.

O empresário explica que os valores das diárias estão estabilizados há dois anos, um sinal positivo de que deve aumentar o número de hóspedes durante o verão. Também cita as melhorias dos serviços prestados nos estabelecimentos, fazendo com que a clientela sempre procure os hotéis de Tramandaí e região. Em relação ao clima, já há previsões afirmando que este verão será seco, o que propiciará um maior apelo pelas praias, gerando movimento em todo o comércio.

O Sindicato tem participado de eventos e mantido contato com agências, visando aumentar a clientela da rede hoteleira litorânea. Estão no foco da entidade os argentinos. Com este objetivo, os empresários visitarão a Argentina e manterão contatos com as agências de viagem.