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Archive for Janeiro, 2009

Sempre tem um convidado especial

joao-luiz-e-alceu

Lá estava o convidado especial: João Luiz Vargas. Ao seu lado o presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira. Está tudo tranquilo então. Abra$o!

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Deputado Alceu Moreira discursa

Acompanhei o início do discurso do presidente da Assembleia Legislativa, Alceu Moreira (PMDB). O deputado apresentou boas idéias, mas o conjunto da obra é repetitivo, pois todo mundo que estudou um pouco e se interessa por um mínimo de política sabe que a tarefa dos Legislativos é fiscalizar, legislar, debater e propor projetos. Tudo muito simples. Só que na confusa visão do tal programa Sociedade Convergente, quer se inventar o que já existe.
Quando Moreira começou a criticar José Sarney e o Congresso Nacional não resisti e encerrei a gravação. Em poucos minutos fui embora dali. Acho que os discursos convergem para a falta de ação. O prefeito anfitrião, Romildo Bolzan Jr (PDT), foi embora mais cedo ainda, antes do discurso de Moreira, pois tinha mais o que fazer naquele dia, afinal ele é chefe de Executivo e não chefe de Parlamento no Bovinão (expressão cunhada pelo pessoal do Nova Corja sobre o Rio Grande do Sul).

Diversão

Hoje à tarde, no plenário da Câmara Municipal de Osório, acontece evento da Agert.
Lá estará o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alceu Moreira, que certamente falará sobre o Sociedade Convergente.
É de comover e lá estarei me comovendo com os demais. Uma pena que a governadora Yeda Crusius não vai poder comparecer. Seria mais comovente ainda.

Caso da Orelha terá sentenças ainda este ano

Hoje à tarde conversei com o juiz Emerson Mota, no Fórum de Tramandaí. O magistrado me afirmou que ainda este ano deverá proferir as sentenças de todos os envolvidos no “Caso da Orelha” no qual são réus o médico Saleh Asad Abdalla Júnior e outros quatro elementos.
O empresário Alceu Paz teve uma orelha cortada por um bando que o atacou e o levou para um balneário de Imbé. O motivo seria o fato de a vítima estar tendo um caso com a ex-mulher de Abdalla. No dia 12 de fevereiro, no Fórum de Tramandaí, acontece mais uma audiência do processo que poderá ser concluído neste ano.

Tensão entre Osório e Santo Antônio

Carlos Alves

Foto: Carlos Alves

O município de Osório decidiu construir uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) junto à Lagoa dos Barros. Como parte da lagoa está no município vizinho de Santo Antônio da Patrulha, este está se julgando prejudicado. Reunião já foi realizada em Santo Antônio, marcada pelo clima de tensão.
O assessor de imprensa da Prefeitura de Osório, Carlos Alves, me enviou matéria onde afirma que tanto o prefeito Romildo Bolzan Júnior (ao microfone na foto) como a secretária Leda Famer foram hostilizados.
Acredito que Santo Antônio esteja se precipitando. Espero que os dois municípios se entendam, afinal a Lagoa dos Barros é importante para ambos.

Praia do Meio está poluída


Apesar da placa da Fepam, alertando que a água na Praia do Meio, em Torres (RS), está imprópria para o banho, algumas pessoas entram no mar. No momento da filmagem não havia nenhum agente público alertando sobre o problema que atinge também a foz do rio Mampituba.

Zé Arigó, o ardiloso

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Silêncio na cidade. Esperando obter vantagem, Zé Arigó permanece falando muito pouco. Quer obter vantagem. Um especialista na arte da difamação e dissimulação, aproxima-se de certas pessoas apenas por interesse pessoal. Numa sexta-feira vai a um lugar onde espera numa fila. Lá se deparou com outros 20 arigós querendo a mesma coisa que ele. Ardiloso, mesmo assim, dá um telefonema para o seu padrinho político, mas o telefone toca e ninguém atende. Tantos meses de espera estão dando em nada. Zé vai para a beira da lagoa beber e, quem sabe, cair na real. Seus ardis o iludiram desta vez. Será o triste fim de Zé Arigó?

SOCIEDADE COMOVENTE
Risos, risadas, risadinhas. O Pavan tá vindo aí, gente. Limpa a casa direitinho, senão é créu na gente!

Hospital de Osório

O prefeito discursa no átrio do Hospital São Vicente de Paulo, em Osório. Correligionários escutam e funcionários da instituição observam a cena rapidamente e se mandam, enjoados de mais um discurso politiqueiro.
Isto eu vi com meus próprios olhos. O prefeito da época diz que vai fazer e acontecer no Hospital. Edital caríssimo é publicado na imprensa paulista.
Cerca de dez anos mais tarde, depois de todo o jogo de cena na política, o Hospital continua na mesma. A cidade tem um orçamento de dar inveja, mas a entidade pouco evoluiu. Cirurgias de pequena e média complexidade ali não podem ser feitas. Há poucos equipamentos e infraestrutura precária.
Influência política no Piratini, na Assembléia Legislativa, em Brasília, de que adianta tudo isto?
Certos políticos não enxergam a necessidade de se ter um Hospital equipado, realmente pronto para o atendimento. Claro, eles podem pagar o seu plano de saúde. E a maioria da população que depende do SUS? “Bom, nós vamos a Brasília buscar recursos. É uma vergonha o que o SUS paga. O Hospital precisa ser regionalizado e receber verbas maiores”. O discurso é surrado e enrola a cidade de novo.

Em Osório a palavra “resolutividade” em relação ao Hospital foi citada trocentas vezes. Como dói lembrar para alguns. E vai doer mais quando formos ver o conjunto da obra destes políticos de quinta categoria.

Centralismo

Por diversas vezes escutei que o Rio Grande do Sul tinha o povo mais politizado do Brasil. Não sei bem de onde surgiu isto. Só sei que hoje vemos um quadro ruim e uma política parecida com algumas regiões menos desenvolvidas do país.
Aqui em Osório observo muita apatia em relação à política. Talvez por isto passem despercebidas as falhas que ocorrem no setor público. Também por este motivo uma parte da população age que nem gado. Vai para o lado que mandam.
Conservadorismo e apatia são duas coisas que têm efeitos negativos sobre a sociedade. Afetam-lhe o discernimento, o espírito crítico, banindo a inovação e os progressos resultantes da troca de idéias e intercâmbios. Osório padece disto, tanto que hoje tem um dos maiores orçamentos do Estado e não há projetos que mobilizem a sociedade e todos os seus segmentos. As decisões ficam centralizadas na Prefeitura e em cerca de três grandes empresas e entidades.

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Big Brother: espetáculo ou resignação?

Janeiro 16, 2009 Gastão Muri 1 comentário
Os brothers em uma de suas festas

Os brothers em uma de suas festas

Olhem o que eu achei sobre televisão, falado num evento, em 1991, pelo professor Teixeira Coelho, da Escola de Comunicações e Artes da USP:
“A vida falada como um jogo de conflito ou de azar. De todos os tipos em que os jogos (representações da vida) podem ser classificados (entre eles, o da imitação, do turbilhão, da competição ou antagonismo e do acaso), a TV brasileira privilegia um único: o da competição, o jogo agônico (a competição, neste sentido, implica a vitória de um e a morte do outro). É a constante: nos espetáculos esportivos, claro, e nos programas “infantis”, na programação das tardes de domingo, nos debates políticos em véspera de eleição (quando os há), nas mesas-redondas e nas notícias. Mesmo quando entra em cena o princípio do acaso (um dado que rola), a linha norteadora é a competição: quem lança o dado não o lança por si, lança-o contra o outro. A vida é conflito e um acaso, nada há a fazer a não ser resignar-se ao combate e portanto ao poderio do mais forte disfarçado pelas leis do destino. O nome do jogo, na verdade, é resignação”.

*Brilhante ensaio. Enquadrou-se perfeitamente no Big Brother Brasil. Este assunto foi apresentado em 1991, quando o BB não havia chegado ao Brasil.