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Archive for Março, 2009

Fundação poderá administrar Hospital

Uma fundação poderá ser a alternativa para administrar o Hospital São Vicente de Paulo, em Osório. Ontem conversei com o deputado federal Henrique Fontana (PT). Segundo ele, poderá ser criada uma fundação pública de direito privado para gerir o hospital que recentemente foi municipalizado. A meta é transformá-lo num hospital regional, o que exige grandes investimentos. Fontana me disse que R$ 11 milhões e 200 mil estão sendo destinados à instituição.
Se for criada a fundação, espera-se que seja integrada por pessoas do ramo, experimentadas em administração hospitalar. Isto é fundamental para que o hospital possa qualificar e ampliar o seu atendimento.

Resposta ao contraponto

Recebi correspondência via e-mail do competente Edegar da Silva que realmente tem razão naquilo que escreveu para mim. O Festigula trouxe público para a cidade, foi elaborado por gente abnegada e o livro de receitas serve como consulta para algumas pessoas e profissionais da gastronomia.
Quero agradecer a lembrança do Edegar da Silva, destacando que à época do evento algumas coisas foram feitas visando dar publicidade a certos políticos, enquanto os que realmente faziam o evento atravessavam enormes dificuldades para ali estarem presentes.
Minha crítica não foi apenas ao livro, mas ao contexto de sua edição, em razão da forma como as coisas eram conduzidas em Osório, o que resultou no fim da Festigula, infelizmente.

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Um contraponto às receitas

Livro foi feito em 2001 com recursos públicos

Livro foi feito em 2001 com recursos públicos

Em 2001 a administração municipal de Osório editou um livro de receitas visando fazer bombar a fracassada Festigula. O evento é saudado, na contracapa do livro, como “o mais completo festival gastronômico do Estado”. O evento, na verdade, foi um fracasso, não tendo sido realizado mais que duas vezes. A publicação tem o patrocínio da Prefeitura de Osório, Empresa Brasileira de Correios, Embratur (Ministério do Turismo e Instituto Brasileiro de Turismo) e uma importante empresa local. São 110 páginas com receitas variadas, de quibebes a pratos mais elaborados, inclusive doces.
Em contraponto a estas delícias, conclamamos os políticos que à época tiveram a brilhante e gulosa idéia de fazer este livreto que hoje também tenham receitas para:
- Instalar um Centro Politécnico no município;
- Reativar a Escola de Gastronomia;
- Reativar a Farmácia de Manipulação;
- Criação do Projeto Centro Olímpico para incentivo ao esporte;
- Instalação do pórtico na entrada de Osório;
- Fim dos alagamentos nos arredores da Prefeitura.
*Estas são algumas coisas a aguardar as receitas de administração pública destes políticos que se aproveitaram da omissão da sociedade e fizeram coisas como este livro de receita, debochando da sociedade que paga os seus salários. Faltou uma receita aí: “Franga a Vinagrete”.

Futuro do Hospital São Vicente em jogo

Privatização pode ser melhor alternativa para o Hospital

Privatização pode ser melhor alternativa para o Hospital

As “unanimidades” surgidas de reuniões fechadas merecem ser questionadas. É o caso do destino a ser dado ao Hospital São Vicente de Paulo, de Osório. Há movimentação no sentido de municipalizar e regionalizar a instituição. Já há boatos no meio político de que os recursos não serão bem aplicados.
Temo que esteja sendo perdida uma oportunidade. Entendo que o melhor destino do Hospital São Vicente seria a privatização, mas não sei se por orgulho, corporativismo, conservadorismo ou interesse político não se fala nisto. Apenas dizem que haverá regionalização do hospital e ponto final.
Há muita coisa mal explicada e pouco debatida com a comunidade. O problema é que o assunto é sempre debatido nas mesmas “panelinhas”. Vou abordar mais este assunto, afinal está em jogo o atendimento médico-hospitalar de milhares de pessoas de Osório e região.

Falta de seriedade

O avanço da tecnologia possibilita que possam ser rastreadas e grampeadas ligações telefônicas. Também há vigilância eletrônica por meio de câmeras escondidas, controle via GPS, entre outras formas cada vez mais aperfeiçoadas.
As autoridades se valem desta tecnologia, visando combater o crime. No Brasil a falta de seriedade faz com que exista descontrole a respeito de quem é vigiado, pois o jogo de interesses políticos e financeiros pode pesar mais.
O caso envolvendo Adão Paiani, Carlos Lied, entre outros, está a demonstrar que precisa haver seriedade e fiscalização sobre os sistemas de espionagem. Há uma imaturidade institucional que possibilita o uso inescrupuloso de conversas envolvendo pessoas investigadas ou não. Mais uma vez o Brasil dá mostras de falta de seriedade. A Polícia Federal ou outro órgão precisa tomar pé da situação para combater o uso ilegal de escutas e outras formas de vigilância. Se não for feito assim, estaremos na República da bisbilhotice. As informações “vazam” intencionalmente ou não e todo um circo se forma, muitas vezes prejudicando pessoas inocentes enquanto outras festejam vendo o circo pegar fogo.

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Questão hospitalar da região

Estão passando despercebidos das autoridades municipais e estaduais fatos bastante preocupantes.
A recente crise envolvendo o Hospital da Ulbra, de Tramandaí, e as movimentações no sentido de regionalizar e municipalizar o Hospital São Vicente de Paulo, de Osório, devem motivar uma série análise sobre o setor hospitalar da região. O Hospital da Ulbra está recebendo R$ 300 mil (R$ 150 mil do Governo do Estado e R$ 150 mil das prefeituras) para não fechar as portas, numa ajuda que será temporária e com valores decrescentes. A poucos quilômetros dali seu congênere, o Hospital de Osório, prepara-se para uma guinada com o objetivo de municipalizá-lo e torná-lo regional.
Os dois hospitais precisam de solução definitiva, eis que arcam com enormes despesas mensais. Temo que não esteja sendo feito um planejamento a longo prazo.
Sou da opinião de que os dois hospitais devem ser entregues àquela iniciativa privada que realmente tenha interesse em investir e criar condições para a implantação de mais especialidades médicas. Os erros de avaliação de hoje podem ser o passaporte para o fracasso amanhã. Com saúde não se brinca. Prefeitos, vereadores e demais autoridades devem sair da apatia e debater a questão, antes que o Litoral Norte fique subordinado à ambulancioterapia, com o fechamento ou estagnação dos hospitais de Osório e Tramandaí.

Morro da Borússia

A administração municipal asfaltou o Morro da Borússia e está em construção um paradouro perto da montanha onde estão a rampa de voo livre e as antenas de telecomunicações. Trata-se de um ponto turístico do Litoral Norte, apesar de ser mal divulgado por causa da falta de interesse da iniciativa privada. Futuramente acredito que haverá pousadas, restaurantes, lancherias e uma melhor estrutura no local. Lá de cima é possível ver o parque eólico e os balneários de Tramandaí, Imbé e Xangri-Lá.
Com o tempo acredito que o local será bem mais conhecido, fazendo com que Osório ingresse com mais força no segmento turístico.

Tramandaí aguarda parque eólico

Março 21, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Nesta semana, em reunião ocorrida no seu gabinete, o prefeito de Tramandaí, Anderson Hoffmeister (PP), afirmou que as obras de instalação do parque eólico no município deverão começar neste ano ou no início de 2010.
Segundo ele, demandas judiciais interpostas por um empresário da região atrasaram em seis anos a vinda do empreendimento para Tramandaí. O parque irá aumentar consideravelmente a arrecadação no município que hoje sente os efeitos da crise, já que os royalties petrolíferos e repasses federais estão em queda.
Um grupo português está se unindo aos alemães da Innovent no empreendimento.

Finanças de prefeituras em alerta

queda-de-receita
O recente encontro dos prefeitos em Brasília serviu para muitas coisas, não só para ver os figurões do governo federal se esmerarem em propostas e idéias acopladas a projetos fortemente divulgados. Serviu para os mandatários municipais também enxergarem o quadro sombrio que paira sobre as finanças municipais.
Em conversa comigo o prefeito de Tramandaí, Anderson Hoffmeister, revelou que há prefeituras do norte do País que já neste mês estão com extremas dificuldades de pagar o seu funcionalismo. Já no próximo mês algumas não conseguirão saldar sua folha de pagamento, tal a queda de arrecadação.
Tramandaí está tendo redução de cerca de 20% das receitas repassadas pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para agravar a situação, os valores vindos de royalties da Petrobras tiveram uma acentuada queda em fevereiro. A queda no valor do barril do petróleo repercute nas contas da Petrobras e empresas parceiras e, por conseqüência, nos municípios agraciados pelos royalties.
Está na hora de os prefeitos e suas equipes fazerem uma séria avaliação de que tipo de gestão querem levar adiante. Em grande parte das prefeituras há folha de pagamentos inchadas em razão do número de afiliados políticos e apadrinhados, representando uma parcela significativa do orçamento municipal direcionada para a folha de pagamento. Do outro lado da mesa está o funcionalismo de quadro e todas as metas a serem cumpridas na educação, obras, saúde, trânsito, transporte, assistência social e outras áreas.
As cidades não podem parar por causa da imprevidência de administradores que teimam em não reconhecer a necessidade de austeridade e foco numa gestão por objetivos, sem improvisações motivadas pelo interesse em não desagradar companheiros e coligados.
A luz amarela acendeu no painel do comando das prefeituras brasileiras. As mais vulneráveis são aquelas de cidades pequenas e médias, onde há grande comprometimento mensal das receitas e importante participação de repasses federais e estaduais. Aqui no Litoral Norte o único município que pode respirar aliviado é Osório. O restante tem que respirar fundo e apertar o cinto, pois 2009 será um ano difícil. Se a situação piorar pela falta de ação, os prefeitos terão que acender a luz vermelha e então pode ser tarde demais para evitar o pior, como atraso na folha de pagamento, fim de projetos sociais e cortes orçamentários na saúde, educação, obras e outros setores importantes.

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Turismo é simpatia e boa imagem

Simpáticas imagens de abelhas embelezam Balneário Pinhal

Simpáticas imagens de abelhas embelezam Balneário Pinhal

Turismo é simpatia, é interesse pelos visitantes. No Litoral Norte há bons exemplos de iniciativas que visam dar um novo enfoque às cidades. Infelizmente na nossa região há uma mentalidade de exploração do veraneio e de que a cidade só serve para ganhar dinheiro. Desta forma, o embelezamento urbano, a melhoria das ruas e até a simpatia ao receber os turistas fica de lado.
Balneário Pinhal aposta nas abelhas, pois no município há significativa produção de mel. Imagens das abelhas estão espalhadas pela cidade, de uma forma simpática, criando um ambiente de harmonia e alegria. Este município deve servir de exemplo para outros da região, inclusive para secretários e setores responsáveis pelo turismo que só pensam em eventos, sem criatividade e integração com a comunidade e empresários.