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Archive for Maio, 2009

Cara-de-pau

Maio 31, 2009 Gastão Muri 1 comentário

cara-de-pau Vamos analisar então. O cara aprontou e vem ainda bancar a vítima. Não demonstra espírito público e começa a criticar o tipo de política que o beneficia. Sujeitos assim deveriam ser cassados, ainda mais se já possuem alguma condenação por improbidade administrativa. É muita cara-de-pau. E também ofende as pessoas que os denunciam. Existem comunicadores que defendem e dão espaço para este tipo de gente, o que é uma vergonha para a imprensa e as instituições democráticas.
Aqui a marreta vai continuar pegando, bando de caras-de-pau, aproveitadores e enganadores da população!

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O longo inverno das Viúvas Porcinas

porcina Agora as Viúvas Porcinas de Osório e região passam o melhor da sua maquiagem no rosto para mascarar a mágoa que estão sentindo. Também se sentem enganadas e ultrajadas. Pobres Porcinas de coração movediço e conduta venal. Nem mesmo aquele moço insistente agora a agrada. Seu amargor está como fel na sua boca. Infeliz de ti Porcina que agora apenas esperas e disfarças teu desconsolo.

Operação Solidária: a grande lição

Hoje uma pequena nota na coluna de Rosane de Oliveira (Zero Hora) me fez acreditar que a Operação Solidária vai continuar e será bastante ampla. As primeiras informações que chegaram a Osório e região já começam a deixar dezenas de “viúvas”, elas que na imprensa, empresas, prefeituras e órgãos públicos defendiam seus “grandes políticos” a unhas e dentes. Só que agora tudo ficou bem claro.
Faz uns oito anos que venho buscando o desmascaramento de alguns políticos. Na solidão desta luta em algumas vezes me decepcionei muito com a nossa sociedade e os valores que ela preza. Difamações e calúnias suportei calado, mas hoje vejo que meus esforços tinham sentido e outros, com mais recursos, puderam investigar. As autoridades seguiram a trilha e flagraram conversas reveladoras. Tudo o que fiz foi por obrigação moral, não por qualquer tipo de revanchismo.
Não é porque somos boicotados que devemos nos calar. Não é porque somos desprezados que devemos nos omitir. Não é porque somos ofendidos que devemos nos submeter ao jogo de interesses. Esta é a grande lição que tenho para mim.

Latim

Queria muito ter estudado latim e assim compreender bem as obras, os provérbios e frases dos pensadores da Antiguidade.
Motivado pelos fatos aqui escrevo: “albo lapillo notare diem”. Significa: considerar certo dia feliz, fazendo alusão ao costume antigo dos romanos de marcar um dia feliz com uma pedra branca e com uma preta um dia desgraçado.
Tenho motivos para marcar de branco o dia de ontem. Cá estou para ser julgado por todos aqueles que me acompanham. Espero que marquem este sítio com a cor branca que também representa a paz de espírito e a consciência tranquila.
Concluo com o grande Horário. “Hoc erat in votis” (palavras de Horácio que se empregam para falar de uma coisa ardentemente desejada).

Zé quer conversar com o Tico-Butico

O Zé está louco pra falar de perto com o Tico-Butico

O Zé está louco pra falar de perto com o Tico-Butico

No seu cantinho, o Zé Arigó ficou moído de inveja do seu grande político. Precisa falar com o Tico-Butico para ver se consegue uma grana e assim trocar logo de carro. O Tico-Butico anda muito fujão e mal aparece na sua cidade. Zé começa a ficar desesperado, pois precisa de uma “boca” em alguma repartição.
O Tico-Butico mandou um funcionário para conversar e acalmar o Zé. Só que a coisa tá preta pro Tico-Butico. Agora ele tem que pagar advogados e se virar nos 30. O Zé então foi pra Capivari cuidar da fazenda. Melhor sumir por um tempo.

Conversas e armações

Leio no jornal Zero Hora de hoje relato de descobertas da Operação Solidária. Está tudo bem claro. Espero que as autoridades tenham a coragem de dar continuidade às investigações visando descobrir como o dinheiro arrecadado foi aplicado, as pessoas e empresas beneficiadas.
Há anos que luto pelo desmascaramento de algumas figuras. Em Osório a omissão deixou a coisa rolar, embalada por uma suposta ação política que hoje se vê na mediocridade e falta de resultados.

Municipários de Tramandaí protestam

Logo após ter sido proibido pela administração municipal de colocar um aviso no mural da prefeitura a respeito do “estado de greve” dos municipários, o presidente do Sindicato dos Servidores, Eduardo Dornelles, me confirmou que amanhã (23) vai ocorrer manifestação no centro de Tramandaí. O reajuste salarial de apenas 3% deixou muitos funcionários insatisfeitos.

Governo Yeda em agonia

As duas últimas semanas foram marcadas pelo retorno ao noticiário do vice-governador Paulo Feijó (DEM). Poucos perceberam, ou não querem notar, que Feijó está bem mais fortalecido antes. Seu partido o apoia e a CPI, se criada, o terá como peça fundamental, pois ele tem cópias de cerca de 800 e-mails relacionados à campanha eleitoral da então candidata a governadora Yeda Crusius (PSDB).
Feijó tornou-se uma figura odiada por muitos. Apesar de revelar esquemas duvidosos e ilegais, algumas pessoas dizem que ele é o maior sem-vergonha de todos. Ora, mas quem fez as falcatruas não o é? Feijó não aderiu aos esquemas e então é sem-vergonha?
Outra coisa passou despercebida ou até acobertada. A governadora buscou apoios e parece que não conseguiu. Seu crédito político parece ter chegado ao fim enquanto as aves de rapina sobrevoam o Palácio Piratini. Está isolada e sua tentativa de processar apenas a revista Veja é estranha.
Corporativamente a Assembleia Legislativa pode sair manchada da CPI a ser criada. O pacote de investigações inclui a Operação Solidária, onde são investigados o secretário Marco Alba (deputado eleito) e o deputado Alceu Moreira. O PDT, o fiel da balança, tende a aprovar a CPI e os holofotes novamente cairão sobre Feijó quando revelar o conteúdo do material que possui.
Inevitavelmente vai ocorrer a exposição de empresas que doaram dinheiro à campanha de Yeda e de pessoas que receberam os valores. Quem vai passar por mentiroso? Depende do tipo de prova. O e-mail compromete, mas provas mais fortes como gravações e vídeos fazem um estrago muito maior.
O Rio Grande do Sul, visto como o estado mais politizado da nação, vê o lado negro da política sendo exposto. Yeda não conseguiu se proteger com o escudo do PSDB nacional. O DEM gaúcho aproveita a brecha e contra-ataca.
Num horizonte não muito longe, em abril do ano que vem, Yeda poderá sair do governo para se candidatar a deputada, buscando abrigo num cargo eletivo e mantendo-se viva na política. O vice Paulo Feijó então poderá ser governador até 31 de dezembro.
O Caixa 2 em campanha eleitoral é um vício nacional. O controle dos órgãos de fiscalização é frouxo e reina a facilidade de obter dinheiro por debaixo do pano. Nós do Litoral Norte continuamos acompanhando a crise que teima em rondar o Palácio Piratini. Feijó, o “homem-bomba”, ainda tem muito o que mostrar.

Tramandaí enfrenta a crise

Em dezembro, ainda como vice, Anderson não imaginava o que estava por vir

Em dezembro, ainda como vice, Anderson não imaginava o que estava por vir

Tramandaí é um dos municípios do Litoral Norte do Rio Grande do Sul que mais sente a crise. Teve a redução dos repasses federais, queda dos recursos provenientes de royalties petrolíferos e esforça-se para manter o Hospital da Ulbra em funcionamento.
Agora vem mais outro grande problema para o prefeito Anderson Hoffmeister (PP): enfrentar o descontentamento de parcela significativa do funcionalismo municipal. Com as finanças estranguladas, o município deu apenas 3% de reajuste salarial à categoria, bem abaixo do que outros municípios da região como Capão da Canoa e Imbé deram.
Alguns segmentos do funcionalismo estão muito insatisfeitos e podem deflagrar paralisações, manifestações e greves. Anderson acena com a possibilidade de conceder reposição até o final do ano, caso haja condições financeiras.
O momento é difícil para o município de Tramandaí. A esperança é a implantação do parque eólico que só se concretizará no ano que vem. Enquanto isto, a prefeitura precisa apertar o cinto.

Os arquivos de Feijó

Enquanto escrevo este artigo, ainda não li as manchetes de Zero Hora de hoje a respeito dos desdobramentos da crise que envolve o Palácio Piratini e o Governo Yeda.
O vice-governador Paulo Feijó é uma figura ímpar. Se tivesse condições certamente iria conversar com ele para saber dos seus interesses, propostas e ideias. Todos os arquivos que possui, em e-mails e demais documentos, constituem algo extremamente valioso neste momento. Muitos querem debruçar seus olhos sobre eles para compreender o que significam e quais os perigos que carregam.
Certamente algum jornalista ou escritor vai querer escrever um livro sobre Paulo Feijó e seus quatro anos como mandatário em meio a todas as crises deflagradas pelas gravações que fez e documentos que guardou. É uma história ótima, intrigante, instigante, cáustica. Feijó tem uma personalidade dada a rompantes reveladores de um espírito renovador da política, o que é pouco compreendido em seu meio.