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O novo e o antigo no embate

“Há hoje uma enciclopédia virtual consolidada com o maior acervo que o mundo já viu. E se criou até um jargão, ‘web 2.0′, um jargão para uma imensa colaboração em rede. Já nos anos 1990, o maior tráfico de rede já era de compartilhamento de arquivos peer-to-peer. Isso mostra uma tendência grande de uma parte considerável dos usuários de rede de compartilhar bens culturais, ao mesmo tempo em que essa prática entra em conflito com a reação da velha indústria cultural, que entra em crise mesmo tentando com todas as forças criminalizar o compartilhamento. É desse embate que estão saindo os novos modelos”. (Sérgio Amadeu Silveira, doutor em Ciência Política, em entrevista ao jornal Zero Hora em março deste ano).
A Petrobras criou um blog que imediamente gerou reação dos jornais diários do país. Este episódio mostrou o choque do novo contra o velho. O novo é a utilização da rede mundial de computadores para a divulgação de informações. Na outra ponta os grandes jornais diários brasileiros sentiram-se traídos, pois informações de seu interesse seriam veiculadas em primeira mão na internet.
No mundo das cidades pequenas, caso de Osório, Tramandaí e Torres, a internet também tem um impacto grande. Eu sempre tive muitas ideias na cabeça e somente as expus quando comecei com este site hoje hospedado no WordPress. Vejo uma acomodação muito grande no nosso litoral gaúcho. Enquanto Tramandaí realiza a Festa Nacional do Peixe, as demais cidades parecem não conseguir sair da mesmice. Até Osório, com seu orçamento anual de R$ 140 milhões, parece se arrastar em turismo e eventos. Torres, uma cidade belíssima e com um dos melhores climas do mundo, tem o verão, o Balonismo e só. Torres deveria sair do seu mundo paroquial e contratar pessoal para dar um salto rumo ao século 21, com paisagismo, eventos gastronômicos e turismo mais estruturado.
Os portais, sites, blogs existentes na região estão fazendo um papel muito bom. Posso citar Sandro Sauer (Da Praia News), Rogério Bernardes (Litoral Mania) que apresentam um trabalho qualificado de informação e divulgação da região. O Jorge Loeffler, lá de Xangri-Lá, também agita na internet, sempre às voltas com a política do seu município.
Para finalizar este tópico, como reflexão para todos, vou mostrar dois extremos da comunicação:
Situação 1 – um jornalista, depois de almoçar muito bem, recebe um telefonema do assessor do prefeito. São 14 horas e a matéria tem que ser feita como foi combinado entre o prefeito e a direção do jornal. O jornalista aceita o “pedido” e a edição é feita bem ao gosto do prefeitinho.
Situação 2 – um redator de um blog passa quatro horas pensando sobre um artigo. Às duas da madrugada, sujo e sem se barbear, ele escreve 30 linhas denunciando a porcariada que alguns políticos fizeram. A matéria sai limpa, apesar da sujeira do seu autor que ainda vai tomar banho e cear uma torrada.
*Agradeço a todos que me acompanham aqui. Agora de visual novo.

  1. Julho 3, 2009 às 1:53 am | #1

    Prezado Gastão Muri, tens absoluta razão ao afirmares a importância deste instrumento à comunicação de fatos à sociedade. As outras mídias são controladas pelos interesses econômicos dos patrões, cujas linhas editoriais são inflexíveis. Lembro que quando cheguei aqui na região passei a participar de um programa em emissora de rádio, o qual tinha como característica a inexistência de pauta. Os assuntos eram levantados pelos participantes e fluíam livremente. Em 2005 assumiu a prefeitura de nossa cidade um sujeito arrogante e simultaneamente ignorante no mais amplo sentido do termo, resultando daí que perdi espaço na emissora, pois contratada da municipalidade. Igualmente perdi espaço num semanário que acabou sendo contratado. Sem mais ter como expressar o que penso, migrei para esta coisa esplendida que é a rede mundial de computadores. Aqui estou já faz um bom tempo. Tenho sempre pautado minha conduta pela ética. Eventualmente dou algumas sarrafadas num sujeitinho minúsculo, mas merecedor destas e de muitas outras, pois é um déspota que pensa ser donatário de uma Capitania. Aqui, tão logo cheguei me estabeleci com um escritório de assessoria imobiliária. Há os que estampam nas fachadas de seus escritórios “compra e venda de imóveis”, não tendo eles na maioria dos casos meios para comprar e depois passar adiante imóveis, mas culpa não é deles e sim do sistema que permite e facilita a obtenção de diplomas de formação de técnicos em transações imobiliárias. Resulta daí que o mercado é uma verdadeira bagunça. Em meados de 2003 li no JC edital de um loteamento que havia sido vendido dois meses antes. Indignado com a safadeza, fechei minhas portas e levei o fato ao MP. Resultaram condenados cinco empresários por crime contra a administração pública. Este é o nosso litoral, infelizmente.

  2. Sergio Melo
    Agosto 26, 2009 às 1:32 pm | #2

    legal esse canal de comunicação… como já fui secretario de turismo em Torres, Cidreira, Arroio do Sal e Içara-SC. Acho que Torres está mesmo precisando sair desse marasmo. deixar de ser comandada por ” veranistas ” Aristocratas que pensam que seus sobrenomes ainda pesam na opinião pública. Seculo 21 agorá e já.

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