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Posts Etiquetados ‘Alceu Moreira’

Campeão, o amigão

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Image by © Royalty-Free/Corbis

Na conversa que manteve com o empresário Marco Antônio Camino, o deputado estadual Alceu Moreira (PMDB) cita um tal de “Campeão”, o que leva a gostosas risadas dos interlocutores.
Andei pesquisando e verifiquei que esta figura, o Campeão, já surgiu algumas vezes durante os trabalhos de investigação da Operação Solidária.
Esta linguagem revela subterfúgios, pois há pessoas intercedendo junto a empreiteiras e ocorre também a ação de agentes políticos em relação ao governo estadual. O Campeão parece ser alguém de revelância, o mesmo que seria o “Barão”, outro apelido surgido durante as investigações.
São todas linguagem cifradas, com uso de apelidos, visando esconder o interesse em realizar algo que não pode ser descoberto. O Campeão deveria ser uma das peças-chave da investigação, pois certamente tem muito o que revelar.
O Campeão deve ser um amigo e tanto. Por falar em amizade, quanto vale o silêncio dele agora, nesta altura do campeonato?

Parlamentares têm cada conversa…

Vejam só a conversa entre os deputados Alceu Moreira e Eliseu Padilha com o empresário Marco Antônio Camino, da MAC Engenharia. Clique aqui para conhecer a forma como alguns parlamentares se comportam diante de grandes empresários. A função parlamentar não é ficar advogando interesses deles nem lhes dar informações privilegiadas. Na verdade ocorre um grande interesse nos milionários contratos.
Este diálogo entre o deputado Alceu Moreira e Camino reforça convicções. Escutem com calma clicando aqui. Conversam sobre valores com a maior naturalidade, parecem velhos amigos, praticamente sócios. Realmente, “tem que chover na horta”.
O comportamento destes parlamentares revela o desvirtuamento da função política, no caso aqui a atividade no Legislativo. Quem tem que fiscalizar e contratar obras é o Executivo.

Dupla dinâmica

João Luiz Vargas (esquerda) e Alceu Moreira

João Luiz Vargas (esquerda) e Alceu Moreira

caveiraO Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a quebra de sigilo fiscal e bancário de João Luiz Vargas. Já em relação ao deputado Alceu Moreira aguardamos o resultado das investigações da Operação Solidária.
A dupla dinâmica foi flagrada por mim durante um evento realizado pela Agert em Osório. Tudo transcorreu normalmente naquele dia de muitos discursos no plenário da Câmara Municipal.
Meu amigo esqueleto viu a foto da dupla e já teve que aparecer de novo aqui. Então dá um sorriso bonito para essa turma saber que o agosto terminou, mas as investigações não.

O armário da Operação Solidária

esqueleto

No armário da Operação Solidária está um esqueleto pavoroso. Toda vez que se tenta mexer nele muitos políticos estremecem.
A Operação Rodin investiga fraude de cerca de R$ 44 milhões. Só que na Operação Solidária a falcatrua é ainda maior, ultrapassando os R$ 400 milhões. Nela são investigados os deputados Eliseu Padilha, Alceu Moreira e Marco Alba. Dizem que o esqueleto se levanta e circula aqui pelo litoral também. Um filme de terror daqueles bons.

Operações Rodin e Solidária se entrelaçam

Lendo a Zero Hora de hoje noto uma certa relação entre as Operações Rodin e Solidária. No meio das matérias sobre as investigações do Ministério Público Federal surgiram tanto o nome da Operação Rodin quanto da Operação Solidária.
Esta última anda meio devagar, mas há estimativas de que investiga uma fraude ainda maior que a Rodin que apura o desvio de mais de R$ 40 milhões através do Detran.
A política gaúcha, aquela feita com ética e respeito aos cidadãos, hoje deve se vestir de luto. Aqueles que temem a revelação de suas conversas telefônicas (“vem matar minha saudade MAC”) devem estar ainda mais apreensivos. A expectativa é de que toda esta sujeirada seja exposta. A imprensa da capital quer ter acesso às investigações para saber o que pesa sobre cada pessoa.
Aqui do litoral vemos a crise política tomar um corpo ainda maior. Na Assembleia Legislativa, onde há deputados investigados, surge um ambiente interessante e interessado em CPI e revelações, coisa que não foi possível quando o parlamento era presidido por Alceu Moreira (PMDB). Agora o jogo mudou de figura e a coisa está ficando feia para aqueles que vinham apostando no esquecimento e numa pretensa fragilidade das acusações.

Amenidades de uma cidade pequena

Desde que a lama fétida da Operação Solidária chegou às calçadas, a cidade de Osório parece ter absorvido o baque inicial. Uma festa recentemente ocorreu no Salão Paroquial para comemorar o aniversário do deputado estadual Alceu Moreira (PMDB).
Enfim, a vida continua e a memória curta da população ajuda a politicagem. Nas rodinhas de café há sempre uma maneira de curar os desenganos, seja na troca de gentilezas e nos desabafos, mesmo aqueles mais tímidos e envergonhados.
O Largo dos Estudantes está sendo coberto, o que certamente será muito bom para o centro e reativará este local, desde que ali boas coisas se instalem.
Na capital gaúcha as investigações prosseguem. Cada edição de Zero Hora é esperada com grande expectativa. Piadas sobre o tal “Tico-Butico” e “vem matar minha saudade” rolam por aqui, afinal gravações das autoridades flagraram estas conversas.
Apesar da aparente calmaria, acredito que virão algumas agitações mais adiante. Aqui neste site vou enfocar a política bem de perto, pois no nosso meio, em Osório, devemos buscar uma melhor administração e qualificar nossos representantes nos parlamentos.

“Uma sociedade de carneiros acaba por gerar um governo de lobos”. (Frase de Victor Hugo, escritor francês)

Dá-lhe Flávio Tavares

Do artigo de Flávio Tavares da Zero Hora de hoje (domingo):
“Já que os indecentes parecem mandar, talvez só reste a memória. E perguntar poderá ser o único instrumento de salvaguarda da sociedade.
Ou será crime indagar, por exemplo, sobre a apuração (iniciada em 2008) das multimilionárias fraudes em cerca de 10 contratos de obras de saneamento, rodovias e fornecimento de merenda escolar, em que aparecem implicados os deputados federais Eliseu Padilha e Otávio Germano, além do então presidente do Legislativo estadual, Alceu Moreira, do secretário estadual de Habitação, Marco Alba, as prefeituras de Canoas e Sapucaia e uma empresa de engenharia? Só um dos contratos sob suspeita chegava a R$ 152 milhões, com o que as fraudes dos R$ 44 milhões no Detran, e as seguintes, assemelham-se a roubo de criança”.

Notas diversas. Porque amanhã é sábado

*Amanhã é sábado. Por isto faço apanhado de coisas interessantes e outras um pouco mais nauseantes e irritantes.
- O ministro da Defesa, Nelson Jobim, perdeu a oportunidade de ficar calado. Nas entrevistas que deu Jobim se precipitou ao dizer que os destroços do Airbus haviam sido localizados e que a mancha de óleo vista pela FAB era sinal de que o avião não havia explodido. O ministro ainda falou que havia tubarões na área do acidente, o que traumatizou ainda mais os parentes e amigos dos passageiros do voo AF 447. Depois tudo teve que ser desmentido pelos que realmente sabem do assunto: o pessoal da FAB. Jobim é louco por holofotes, mesmo em momento tão trágico.
- Andei pela periferia de Osório, onde ocorre prostituição e tráfico de drogas. O crack está muito difundido nestas áreas. Esta droga vicia muito rápido e costuma levar os viciados ao crime.
- Aniversário do deputado Alceu Moreira (PMDB) vai ser uma grande festa em Osório. Lá estará o meu amigo, o vereador Júlio Ramos.
- Por hoje é só pessoal.
Em tempo: estou lendo um livro sobre o front soviético na Segunda Guerra Mundial. Um livro formidável, escrito por um jornalista de primeira linha que trabalhou para o Exército da URSS.

Conversas e armações

Leio no jornal Zero Hora de hoje relato de descobertas da Operação Solidária. Está tudo bem claro. Espero que as autoridades tenham a coragem de dar continuidade às investigações visando descobrir como o dinheiro arrecadado foi aplicado, as pessoas e empresas beneficiadas.
Há anos que luto pelo desmascaramento de algumas figuras. Em Osório a omissão deixou a coisa rolar, embalada por uma suposta ação política que hoje se vê na mediocridade e falta de resultados.

PMDB vai poupar Yeda para se proteger

O PMDB do Rio Grande do Sul tem motivos próprios para não querer a criação da CPI que a oposição está tentando viabilizar a fim de apurar supostas irregularidades atribuídas à campanha eleitoral da governadora Yeda Crusius (PSDB) em 2006. Com cargos na administração estadual, o partido entende que deve garantir a governabilidade para Yeda pelo menos enquanto não aparecerem provas que justifiquem a investigação parlamentar.

O partido também trata de se proteger, porque o requerimento inclui a busca de informações da Operação Solidária, da Polícia Federal, que tem entre os investigados seus deputados estaduais Marco Alba e Alceu Moreira e seu deputado federal Eliseu Padilha. Conforme revelou reportagem publicada na edição desta semana de VEJA, gravações e um depoimento da empresária Magda Koenigkan indicam que houve uso de caixa dois na campanha de Yeda. Ela nega. (Fonte: Revista Veja)

OPERAÇÃO SOLIDÁRIA – As investigações da Operação Solidária prosseguem. E um pessoal continua com as barbas de molho. E a casa da governadora? E as outras casas, apartamentos, lojas etc?