No 1º Seminário Municipal de Cultura, realizado em Osório, um dos palestrantes, integrante do Conselho Estadual da Cultura, abordou a Economia da Cultura. O painelista ingressou num tema pouco conhecido no Litoral Norte, pois na região há um forte vínculo com o comércio, a prestação de serviços, veraneio e turismo. Dentro de um imediatismo até certo ponto compreensível, a população e empresários das cidades litorâneos costumam enxergar a curto prazo os investimentos e empreendimentos, o que limita a visão do que pode ser apresentado no campo cultural, por exemplo.
O artesanato, as artes plásticas, a literatura, o jornalismo, a publicidade, todos são temas que se interligam, produzindo elementos culturais que podem se transformar em atividade econômica, em emprego e renda.
Osório deu um pequeno passo no sentido de buscar novos enfoques. A Secretaria Municipal de Cultura, além do seminário, já realizou um painel sobre a produção de vídeos, outro campo muito pouco explorado na região, também porque faltam recursos humanos.
Estatísticas mostram que a economia da cultura pode gerar emprego e renda com facilidade, desde que haja boa gestão e participação adequada do setor público, fomentando a atividade da iniciativa privada.
A identificação do produto cultural é simples, mas exige sensibilidade dos dirigentes. O fomento a atividades culturais deve também ter seu elo com o setor educacional, numa forma de incentivar alunos a conhecerem a realidade da sua região. Concursos e seminários podem ser realizados pelo setor público. A participação da iniciativa privada e dos demais segmentos da sociedade deve ser buscada, pois a Economia da Cultura deve ser multifacetada, formada por diversas visões da vida e do cotidiano, o que vem a ser um grande acréscimo na busca de identidades e no estímulo à atividade econômica, inclusive o turismo.
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