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Posts Etiquetados ‘Cultura’

Histórias de Pescador

Novembro 1, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Histórias de Pescador No sábado assisti ao evento Histórias de Pescador, em Torres, na Casa de Cultura. Muitas histórias engraçadas foram mostradas, misturadas a coisas absurdas que só podem surgir em meio a relatos de pescarias e aventuras por este Brasil afora.
O repórter da TV Globo, Maurício Kubrusly, e equipe estiveram registrando o evento e talvez ele seja mostrado em alguma edição do programa dominical Fantástico.
O apresentador foi Ivan Therra que tem buscado desenvolver as atividades culturais no litoral gaúcho. Acredito que a próxima edição do evento já deverá apresentar diversas evoluções. Esta primeira foi um sucesso, em feriadão que levou a Torres milhares de pessoas.

Modelos: do glamour à futilidade

modelos-110208Na antiga Roma havia as vestais que trabalhavam em templos e tinham importância singular para a sociedade. Eram ícones, conforme diz a Wikipédia. Elas eram cercadas de regras ligadas à religiosidade e ritos da sociedade romana.
A sociedade ocidental do século 21 também tem seus ícones femininos. Basta ler os jornais de grande circulação, revistas e ver o noticiário da televisão para se notar a importância das modelos, elas que brilham nas passarelas e vivem na ostentação dos seus contratos milionários. Fotos, vídeos e reportagens de página inteira as cultuam. São as celebridades mais bajuladas, sempre rodeadas de profissionais e empresários.
Diferentemente das vestais de Roma, elas não precisam guardar sua castidade nem dar pareceres sobre política. Elas habitam o mundo do glamour mercantil, usado para vender roupas, acessórios, enfim, os mais diversos produtos, pois o mercado publicitário é extremamente diversificado.
Estas vestais da futilidade são pauta constante, o que no Brasil é encarado com preocupante naturalidade. Há espaço demais para todo este avancé sobre moda, tendências e o que mais o exibicionismo e ostentação criar. Hoje vemos o glamour impregnado de futilidade. As vestais da moda habitam o imaginário de milhões e os shopping centers são os templos para a exibição e o consumo.

Economia da Cultura

No 1º Seminário Municipal de Cultura, realizado em Osório, um dos palestrantes, integrante do Conselho Estadual da Cultura, abordou a Economia da Cultura. O painelista ingressou num tema pouco conhecido no Litoral Norte, pois na região há um forte vínculo com o comércio, a prestação de serviços, veraneio e turismo. Dentro de um imediatismo até certo ponto compreensível, a população e empresários das cidades litorâneos costumam enxergar a curto prazo os investimentos e empreendimentos, o que limita a visão do que pode ser apresentado no campo cultural, por exemplo.
O artesanato, as artes plásticas, a literatura, o jornalismo, a publicidade, todos são temas que se interligam, produzindo elementos culturais que podem se transformar em atividade econômica, em emprego e renda.
Osório deu um pequeno passo no sentido de buscar novos enfoques. A Secretaria Municipal de Cultura, além do seminário, já realizou um painel sobre a produção de vídeos, outro campo muito pouco explorado na região, também porque faltam recursos humanos.
Estatísticas mostram que a economia da cultura pode gerar emprego e renda com facilidade, desde que haja boa gestão e participação adequada do setor público, fomentando a atividade da iniciativa privada.
A identificação do produto cultural é simples, mas exige sensibilidade dos dirigentes. O fomento a atividades culturais deve também ter seu elo com o setor educacional, numa forma de incentivar alunos a conhecerem a realidade da sua região. Concursos e seminários podem ser realizados pelo setor público. A participação da iniciativa privada e dos demais segmentos da sociedade deve ser buscada, pois a Economia da Cultura deve ser multifacetada, formada por diversas visões da vida e do cotidiano, o que vem a ser um grande acréscimo na busca de identidades e no estímulo à atividade econômica, inclusive o turismo.

1ª Conferência Municipal de Cultura

Agosto 15, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Conferência Mun. de Cultura No auditório da Facos, em Osório, está sendo realizada a 1ª Conferência Municipal de Cultura. Os debatedores e palestrantes são muito bons. Já numa das explanações um deles abordou o direito autoral, economia da cultura, produção cultural e financiamento público das atividades.
Muito importante a questão do direito autoral, pois algumas pessoas e entidades não indicam a procedência de fotos e informações. Eis um ponto a ser muito bem avaliado e explicado, já que por esperteza dados podem ser incorporados a livros sem citar o nome daquele que realmente pesquisou, o que é uma afronta à ética, ao direito autoral.
Portanto, é fundamental que a Secretaria Municipal de Cultura aponte para três fundamentos da gestão deste segmento:
1) Despolitização das ações culturais;
2) Criterioso direcionamento dos financiamentos culturais;
3) Respeito aos direitos autorais.
Estas diretrizes são importantes para se filtrar os produtos culturais bons e os ruins. Já o terceiro item, o dos direitos culturais, é imprescindível para que se barre a falta de respeito com pessoas que cedem acervos e que escreveram livros. Já vi um vídeo que não diz a origem de informações e de fotos históricas apresentadas, elas que são pertencentes a um acervo particular. Também há livros que receberam patrocínio municipal, mas são de qualidade duvidosa.
Estou escrevendo isto porque deve haver organização no setor, visando barrar a picaretagem e a pirataria.
ATUALIZAÇÃO (21h20min) – Acabei de ver o vídeo no YouTube e ele não cita historiadores que foram a campo pesquisar. Simplesmente sugaram as informações e colocaram “no ar”. Primeira regra da produção cultural é ter ética e respeito com fotos e livros, sendo dados os créditos aos verdadeiros pesquisadores.

Cultura audiovisual em debate

GiovaniBorba Hoje à tarde participei de um encontro realizado pela Secretaria Municipal de Cultura de Osório no plenário da Câmara de Vereadores. O palestrante foi o diretor e roteirista Giovani Borba (foto). O objetivo foi fomentar a realização de trabalhos audiovisuais sobre Osório.
Eu tenho algumas ideias de vídeos relacionados a Osório, em forma de breves reportagens. Estou esperando o desenrolar dos acontecimentos para ver se podemos colocar em prática estas ideias.
A próxima reunião deverá ocorrer na Espaço Cultural Conceição, pois devem comparecer apenas cerca de 30 pessoas. Desde que realmente interessadas no assunto, trata-se de um público significativo e a Secretaria de Cultura irá apoiar.

Política cultural

Junho 21, 2009 Gastão Muri 2 comentários
Foto da via férrea de Osório em 1957

Foto da via férrea de Osório em 1957

Neste mês peguei de volta as fotos do acervo de meu pai, Guido Muri, usadas em seus livros sobre a história de Osório e região. Passei a organizar um arquivo digital das fotos, pois acho que é uma forma excelente de preservação paralela das fotos.
O poder público ou pessoas, quando pegam fotos de acervos familiares, precisam ser mais organizados. Termos de guarda, ou algo semelhante, devem ser firmados. É preciso haver respeito com o material e com o pesquisador e seus familiares.
Não gosto da política cultural de Osório. Há muita politicagem envolvida, favoritismos e, principalmente, falta de organização. Estas fotos digitalizadas aqui só sairão da minha guarda com os necessários contatos e tempo limitado de permanência nas mãos de terceiros.
A foto mostra o comboio que fazia ligação entre Osório e Palmares do Sul. A via férrea foi desativada pouco tempo depois. A atual administração municipal teve a feliz ideia de fazer uma réplica da estação férrea, na Avenida Getúlio Vargas. Só pecou ao colocar uma prancha de compensado para representar a locomotiva. Outro retrato da falta de visão cultural. De qualquer forma, no conjunto, foi uma excelente iniciativa da administração municipal.

Réplica novinha em “folha”

Há certas coisas que só acontecem no setor público brasileiro. Imaginem uma fábrica de carros que decide mostrar ao público um modelo antigo. Ela jamais faria o que fez a Prefeitura de Osório ao colocar uma folha de madeira sobre trilhos, na busca de representar a antiga locomotiva que fazia o trajeto entre a cidade e Palmares do Sul. Em vez de buscarem outras alternativas para a cultura e turismo, deixaram a tal folha sobre os trilhos. Uma improvisação muito feia e que não acrescenta nada ao ambiente em que está. Neste mês atividades irão ocorrer na réplica da estação férrea, localizada na Avenida Getúlio Vargas, centro de Osório.

Cultura em Osório: picaretas e piratas

O que fico sabendo da cultura em Osório nem sempre é bom. Há pessoas que copiam das outras sem qualquer noção de ética, gente que escreve livro pirateando e por vaidade, inclusive tomando posse de acervos familiares.

Fico preocupado com tudo isto. Nossa família e meu pai já foram vítimas deste tipo de gente. Hoje fiquei sabendo de deslizes éticos imperdoáveis de pessoas que se dizem escritoras.

Começa a Feira do Livro no centro da cidade. O evento existe graças ao interesse de empresas privadas. A prefeitura dá um apoio pequeno. Picaretas, piratas, estudiosos, entre outros, tudo vai estar misturado na Feira. Apenas saibam de uma coisa. Eu sei o que acontece nos bastidores e não me venham com palhaçada. Fui claro?