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Posts Etiquetados ‘Hospital de Osório’

Hospital aguarda decisão do poder público

Hospital de Osório Preocupa-me o fato de que exista a disponibilidade, por parte do governo federal, de R$ 12 milhões para o Hospital São Vicente de Paulo, mas até agora não se tenha ideia de como a instituição será gerida a partir da sua regionalização. Osório, apesar de ter recursos financeiros em grande volume, ainda estuda a melhor solução para o hospital que hoje encontra-se praticamente municipalizado.
Nas entrelinhas da conversa que tive com o secretário municipal da Saúde, Eduardo Abrahão, percebi que futuramente poderá haver uma terceirização, uma privatização branda, quem sabe uma fundação pública de direito privado gerindo a instituição. Por fim, afirmei ao secretário que há necessidade de pessoas especializadas no ramo estarem no comando da entidade. O secretário concordou comigo.
Neste ano a regionalização não acontece. Para o verão uma pequena UTI deverá ser instalada. O hospital aguarda medidas que já poderiam ter sido tomadas há algum tempo, não fossem as indecisões que ocorrem no campo da política.

Secretário da Saúde na Câmara

Eduardo Abrahão

Eduardo Abrahão

Ontem o secretário da Saúde, Eduardo Abrahão, esteve na Câmara Municipal fazendo um relato das ações do governo municipal neste setor. Falou do atendimento à população nas unidades sanitárias e as ações de prevenção. Eduardo confirmou o interesse do município na regionalização do Hospital São Vicente de Paulo.
Constato que sempre que se fala em investimentos no hospital de Osório, com instalação de novos equipamentos e serviços, há alertas em relação aos custos para a instituição. Isto ocorre porque falta administração profissional e de ponta para o Hospital de Osório. Quando um grupo com profissionais capacitados puder implementar mudanças administrativas visando a modernização, com apoio de uma empresa conhecedora do ramo, se poderá dotar o Hospital São Vicente de Paulo de uma série de especialidades e serviços hoje inexistentes. Defendo que o melhor caminho para a entidade é a sua privatização e manutenção de setores e alas para o SUS.
O município de Osório deve despejar ainda muito dinheiro no hospital, com grandes dificuldades para a manutenção e controle, já que trata-se de um problema administrativo de alta complexidade que exige conexão com aquilo que há de mais moderno em recursos humanos, exames e atendimento clínico e emergencial.

Prefeito decepcionado com debate sobre a SüdMetal

Em entrevista na Rádio Osório, agora de manhã, o prefeito Romildo Bolzan Júnior (PDT) disse estar decepcionado com o nível dos debates em torno da instalação das fábricas do grupo SüdMetal em Osório.
Avalio que esta decepção tenha a ver com o tom político que tomaram as críticas, a maior parte partindo de oposicionistas. Romildo também explicou que foi a própria SüdMetal que optou por se instalar em área localizada junto à Estrada da Perua. O prefeito realmente tem interesse em trazer o empreendimento para o município e irá sacramentar isto em outubro.
Romildo também disse que está encaminhado o projeto de regionalização do Hospital São Vicente de Paulo que será feito com recursos federais e municipais. UTIs deverão ser instaladas na instituição.

Mãe de Deus deve assumir Hospital de Tramandaí

Li matéria enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha afirmando que a Secretaria Estadual da Saúde vai apoiar que o Hospital local passe a ser gerido pelo grupo Mãe de Deus. A matéria também fala que o Mãe de Deus deve assumir o Hospital de Tramandaí, atualmente sendo controlado pela Ulbra.
O Mãe de Deus, a se confirmar estas negociações, vai ficar muito forte na região, pois além dos hospitais de Capão da Canoa e Torres, vai administrar os de Tramandaí e Santo Antônio da Patrulha.
Enquanto isto, o Hospital de Osório espera uma regionalização que não deverá acontecer e assim uma municipalização “branca” se enraiza.

Consulta Popular alienada

Agosto 8, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Mais uma vez foi realizada a Consulta Popular, uma forma doentia de a população tentar apontar proridades para governos cujas metas são fazer o mínimo e aquilo que interessa politicamente dentro de orçamentos limitados.
Em Osório ficou demonstrada uma alienação grande e uma votação maciça para a saúde. Observem: em 1º lugar com 2133 votos, ficou Reforma dos Hospitais Regionais; em 2º lugar com 1522 votos o projeto de Ampliação dos Serviços de Saúde Regionais; em 3º lugar com 1318 votos a Reforma das Escolas de Ensino Fundamental; em 4º lugar com 1300 votos ficou o projeto de Ampliação da Unidade Básica de Saúde.
Por este resultado parece que Osório não tem problemas na segurança pública nem na Penitenciária Modulada. Também não há dificuldades na manutenção de estradas em distritos, morros e áreas como o Caconde e Palmital, onde o turismo poderia ter notável expansão, gerando empregos e renda. Enfim, a Consulta Popular enredou-se num autismo e apontou a saúde como prioridade das prioridades. O rebanho da saúde foi arregimentado e votou em peso.
Minha opinião é de que o Hospital São Vicente de Paulo deveria ser privatizado sem dó nem piedade dos que querem manter seu prestígio paroquial e comunitário. Os votantes parece que se esqueceram que está prestes a ser inaugurado pela administração municipal o Postão do bairro Sulbrasileiro.

Regionalização do Hospital já era

Vereador Leoni Martins

Vereador Leoni Martins

Entrevistei o vereador de Osório, Leoni Martins (PP), o Doca. Segundo ele, dificilmente vai acontecer a sonhada regionalização do Hospital São Vicente de Paulo. Com a falta de uma ação política mais eficiente, a entidade permanece aguardando mais verbas públicas que possam lhe garantir melhores condições de atendimento à população de Osório e região.
O Hospital é beneficente e realiza parceria com o Executivo Municipal para manter principalmente os plantões. Na minha opinião o São Vicente deveria ser privatizado, com manutenção de alas para o atendimento do SUS.
Tema de muitos discursos e campanhas políticas, o Hospital de Osório é uma grande vítima da falta de visão social em relação à saúde, pois condena-se uma instituição à estagnação por caprichos particulares e interesses localizados.

Trabalho preventivo contra Gripe A

Os municípios de Tramandaí e Osório montaram postos de controle e triagem de pessoas com gripe. A cidade praiana estruturou sua unidade junto ao Posto 24 Horas. Osório está fazendo este importante trabalho preventivo numa unidade móvel que está estacionada ao lado do Hospital.
Por enquanto não há notícias de casos de Gripe A no litoral gaúcho. As autoridades sanitárias estão em alerta e possíveis casos são acompanhados de perto por médicos e equipes de enfermagem.

Hospital de Osório e sua gestão

Uma coisa que eu não consigo compreender em Osório é esta teimosia em não privatizar o Hospital São Vicente de Paulo. Quando a crise fincou pé na instituição, o município e comunidade passaram a ajudá-la constantemente. Hoje percebe-se que, apesar do grande auxílio dos cofres municipais, falta uma administração que capacite o hospital em diversos setores.
Agora o hospital está municipalizado. Este breve vídeo mostra uma ambulância do município chegando a ele. Há negociações para a sua regionalização, o que teria uma participação decisiva do governo federal. É ventilada a hipótese de criação de fundação pública de direito privado para gerir a instituição.
Eu acho que o melhor caminho é a privatização do hospital, desde que mantenha grande parte do atendimento para o SUS. Quero ainda ver esta entidade com uma administração profissional e seus setores apoiando especialidades médicas que hoje não existem na cidade.
O maior mal das entidades públicas é sofrerem de uma esquizofrenia institucional, pois precisam atender a interesses políticos que são permeados por interesses particulares. Estes, por sua vez, podem ser de cunho social, o que gera uma enorme despesa aos cofres públicos. Desta forma, se cria o ambiente propício para a má gestão e o colapso, em razão dos baixos repasses do SUS. Por isto que a saúde pública no Brasil é uma porcaria.

Saúde em Osório gera preocupação

Vereador Júlio Ramos (PMDB)

Vereador Júlio Ramos (PMDB)

O vereador Júlio Ramos tem preocupação com a falta de atendimento pediátrico em Osório durante as 24 horas. Conversei um bom tempo com o parlamentar que me destacou esta questão. Realmente é de preocupar, principalmente durante o inverno quando muitas crianças ficam com problemas respiratórios.
O Hospital de Osório ainda não tem implantado o seu projeto de regionalização. A instituição foi municipalizada, mas ainda faltam muitas especialidades. A cidade precisa contar com um melhor serviço de saúde e médicos especialistas em urologia, pediatria, oncologia, traumatologia, entre outros.
Reina o silêncio em relação aos projetos referentes ao Hospital São Vicente de Paulo. Acho que a maior parte dos problemas de saúde do município seriam resolvidos nesta instituição. A falta de pediatria durante as 24 horas é apenas uma das questões. Muitas ainda serão levantadas, pois o poder público apresenta uma inércia preocupante neste setor.

Questão hospitalar da região (2)

Volto a falar deste assunto, já abordado em 21 de março último. A Ulbra perdeu novamente o certificado de filantropia, o que acarreta à instituição uma dívida de cerca de R$ 2 bilhões. Com isto, o Hospital da Ulbra, em Tramandaí, entra numa crise ainda maior. Se não forem tomadas as medidas apropriadas pelo setor público ele poderá fechar as portas.
Está faltando uma ação decisiva do poder público. Não adiantam apenas paliativos. Se os governos não querem se envolver demais, então que passem o problema para a iniciativa privada. Que sejam buscadas parcerias para um socorro urgente.
O Hospital São Vicente de Paulo, que sobrevive graças à ajuda mensal da Prefeitura de Osório, não terá condições de atender à população de Tramandaí, Imbé, Cidreira e Balneário Pinhal caso o Hospital da Ulbra tenha que ser fechado.
Lamentável a falta de prioridade da classe política, principalmente aquela que possui ligações com o Litoral Norte. Não há discussão nem reuniões maiores sobre o problema, o que demonstra uma apatia inexplicável diante da gravidade da situação. Depois do feriado de Páscoa talvez haja uma compreensão de que o problema é bem maior do que se imagina.