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Posts Etiquetados ‘Operação Solidária’

Combater a corrupção é complicado no Brasil

Creio que há um fator complicador para se combater a corrupção na política brasileira. Os esquemas envolvem mais de uma pessoa, naturalmente. Os chefões têm tudo arrumado a seu favor. Quando metem a mão numa bolada, costumam direcionar cerca de 30% para a turma do andar debaixo, seus subalternos, muitos deles escorados em alguma repartição pública.
Então o silêncio é enorme, pois em razão da crise econômica facilmente se compra a obediência de pessoas no Brasil. Uma legião de advogados defende os falcatruas, inteirando-se dos esquemas de lavagem de dinheiro que sempre costuma dar-lhe significativos pagamentos.
Nas cidades pequenas o silêncio é uma instituição fortíssima. Por outro lado, a boca se abre para difamar e caluniar aqueles que se insurgem. O clientelismo e o favoritismo criam mitos, mascaram realidades e procuram proteger o nome dos chefões dos esquemas criminosos.
A omissão é a parceira principal daqueles que durante alguns meses do ano ganham algum dinheiro. Estes são os lacaios, os servos da podridão. Apesar do cheiro nauseabundo que chega-lhes ao nariz, calam-se e resignam-se com sua subserviência.
Eis algumas questões a serem mostradas claramente à sociedade. Enfrentar a corrupção na politica brasileira, de modo a quebrar-lhe de vez as pernas, é extremamente complicado. A acomodação de segmentos que deveriam investigar, indiciar e denunciar é vergonhosa. Basta ver que apesar das conversas gravadas pela Operação Solidária, tudo parece tranquilo para alguns políticos flagrados em conversas nada discretas pela Polícia Federal.

Stela Farias: “quadrilha continua agindo”


A CPI da Corrupção, presidida pela deputada Stela Farias (PT), vai chegando ao fim. Será pedido o indiciamento dos envolvidos por crime de improbidade administrativa. A deputada lamenta a falta de participação dos parlamentares da situação. Apesar disto, o saldo foi positivo ao revelar os esquemas criminosos que ocorrem na relação de parlamentares com empreiteiras.

A lama na capital gaúcha


E acabou sobrando para a administração municipal de Porto Alegre, conduzida pelo prefeito José Fogaça (PMDB).
A Operação Solidária investiga um cipoal de relações altamente suspeitas nas mais diversas esferas, espraiando-se por este Rio Grande do Sul. Por isto chega a ser engraçado escutar as desculpas de alguns investigados dizendo estar fora destas investigações. Estão incluídos sim, não adianta vir com arengas.
Neste mês se encerra a CPI da Corrupção. Apesar de prejudicada pelos contínuos boicotes da base governista, conseguiu muito de seus objetivos ao revelar os esquemas fraudulentos.

Codinomes e interesses

No Brasil existe uma forma bastante cínica de lidar com os desvios de conduta na política. Corrupção é travestida de “advocacia administrativa”, bem ao gosto de Doutores que na verdade são apenas Bacharéis em Direito.
Por conta das revelações de investigações da Operação Solidária, surge agora a figura do “operador”. Dá a entender que as pessoas não cometem crimes, apenas “operam” em determinado setor político e empresarial.
Claro que por trás destas denominações há também a cautela para evitar conclusões apressadas. No entanto, tudo leva a crer que se tratam de esquemas de desvio de verbas públicas.
Um codinome que chama bastante a atenção é o G-8, ou seja, um grupo de oito parlamentares envolvidos no esquema. Cada um deles “opera”, advogando interesses, nada mais. Será apenas I$$O?

Esquemão da corrupção é revelado


Este é um dos momentos da apresentação que a deputada Stela Farias, presidente da CPI da Corrupção, fez hoje na Assembleia Legislativa. O material mostra como funcionava o esquema que sugou milhões e milhões de reais dos cofres públicos.

Uma apresentação didática na CPI da Corrupção

Em mais um capítulo a CPI da Corrupção, presidida pela deputada Stela Farias (PT), apresentou um relatório na forma de organograma do esquema criminoso investigado pela Polícia Federal na Operação Solidária. Clique aqui e veja o esquema montado para enriquecer às custas dos cofres públicos. Novamente os acusados negam participação em qualquer ato ilícito.

O Campeão ataca de novo

Eu estava na Reitoria da Ufrgs, hoje pela manhã, e alguns políticos faziam piadas a respeito de um tal de Campeão, uma figura que atua nas penumbras do meio empresarial e político.
Clique aqui para saber das últimas deste intrépido, desta vez aparecendo numa conversa entre Antônio Dorneu Maciel e João Luiz Vargas. De repente há mais um de Campeão, um da Operação Rodin e outro da Operação Solidária. Pode haver outro Campeão só para as conexões litorâneas. Só sei que o homem está com tudo e parece ter muita gente na sua agenda.

CPI da Corrupção mexe no lodo da política

Deputada Stela Farias

Deputada Stela Farias, presidente da CPI da Corrupção


Stela Farias e vereador Denilson Hoje à tarde, junto com o vereador petista Denilson da Silva (na foto ao lado), estive na Assembleia Legislativa e fiz breve entrevista com a deputada Stela Farias (PT), presidente da CPI da Corrupção. “A estrada Morrinhos-Mampituba está na Operação Solidária”, assinala. Ela fez questão de me afirmar isto porque o deputado Alceu Moreira (PMDB) tem dito que não está sendo investigado pela Operação Solidária. Está sendo investigado sim.
“É conivência, é cumplicidade”, assim a deputada qualifica a ação dos deputados que têm realizado sistemático boicote às reuniões da CPI. Foram convidados para depor na próxima segunda-feira os deputados Alceu Moreira e Marco Alba. A oposição acredita que dificilmente eles comparecerão.
“O que precisamos responder para a sociedade é quem são os responsáveis pelo desvio de mais de R$ 340 milhões, quem acobertou o esquema criminoso, onde foi parar o dinheiro desviado dos cofres públicos e quais os mecanismos que o Estado deve adotar daqui para frente para aperfeiçoar os seus instrumentos de fiscalização e controle”, aponta.

Uma penca de apelidos

“Investigadores que trabalharam na Operação Rodin já sabem quem são os personagens que aparecem em escutas telefônicas com os codinomes Campeão, Barão, Barbicha, Doutor Noel e Barba Vermelha. Campeão, por exemplo, é um empreiteiro”. (Do blog de Rosane de Oliveira, de Zero Hora)

Campeão, o amigão

Novembro 2, 2009 Gastão Muri 1 comentário

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Image by © Royalty-Free/Corbis

Na conversa que manteve com o empresário Marco Antônio Camino, o deputado estadual Alceu Moreira (PMDB) cita um tal de “Campeão”, o que leva a gostosas risadas dos interlocutores.
Andei pesquisando e verifiquei que esta figura, o Campeão, já surgiu algumas vezes durante os trabalhos de investigação da Operação Solidária.
Esta linguagem revela subterfúgios, pois há pessoas intercedendo junto a empreiteiras e ocorre também a ação de agentes políticos em relação ao governo estadual. O Campeão parece ser alguém de revelância, o mesmo que seria o “Barão”, outro apelido surgido durante as investigações.
São todas linguagem cifradas, com uso de apelidos, visando esconder o interesse em realizar algo que não pode ser descoberto. O Campeão deveria ser uma das peças-chave da investigação, pois certamente tem muito o que revelar.
O Campeão deve ser um amigo e tanto. Por falar em amizade, quanto vale o silêncio dele agora, nesta altura do campeonato?