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Posts Etiquetados ‘política brasileira’

Parabéns palhaços!

Hoje é Dia do Palhaço. Clique aqui para saber sobre esta data celebrada em alguns cantos do Brasil.
Aproveito para destacar neste tópico todos os palhaços da política brasileira, aqueles que recebem propinas, encobrem falcatruas, sonegam informações à sociedade e ajudam a manter sempre os mesmos sem-vergonhas no poder.
Os palhaços que assessoram e financiam a vida e as campanhas dos corruptos merecem um grande destaque. Debaixo da lona comprada com recursos dados generosamente pelos “parceiros” do poder público, estas figuras circenses são um show à parte. Dão cambalhotas com os bolsos, as cuecas e as meias cheias de dinheiro, enquanto o público assiste com os olhos vidrados. O Brasil é um grande circo, um grande Carnaval. Viva os palhaços então!

O mundo do Campeão

No mundo dos contratos milionários estabelecidos com o poder público, existem aquelas pessoas com papel essencial no sistema de remuneração sub-reptícia. Transpondo para a linguagem popular, é aquela grana “por debaixo dos panos” que este intrépido agente das falcatruas leva a cidadãos com importantes cargos no país.
A coisa está tão escancarada que chega a ser constrangedor ouvir as piadas que circulam, inclusive nos bastidores da política. Numa rodinha de prefeitos, deputados e vereadores um deles larga essa: “e aí Campeão?” E logo todos dão uma discreta risada.
Chegou-se a um ponto que a sem-vergonhice é tratada de forma natural, o que é inaceitável. Ora, mandatários agindo como funcionários graúdos de empreiteiras, parecendo ter procuração para pleitear recursos em obras mal fiscalizadas, são um escárnio à cidadania.
E o Campeão está circulando por aí. Quando seu nome é falado gera um alívio dos negociadores e operadores, pois logo vem uma euforia, risos e parece que são velhos amigos dentro destes esquemas.
Grande parte da imprensa evita abordar este assunto. Os grandes veículos lançam, de forma limitada, algumas escaramuças, mas não há um combate frontal, o que seria plenamente aceitável. Então há a sensação de uma nojenta impunidade.
Todo este cenário de corrupção, desmandos, privilégios e favoritismos merece ser analisado antropologicamente. Nas grandes cidades, em meio ao turbilhão de milhões de pessoas, muitos negócios adquirem um caráter nebuloso. Podemos morar num edifício e lá termos como vizinhas dezenas de pessoas cuja ocupação desconhecemos. Firmas podem ter escritórios discretos apenas para usar em operações ilegais, escapando de qualquer controle. Neste ambiente propício o Campeão faz e acontece, gravitando do setor privado ao público, levando informações privilegiadas a seus parceiros e, principalmente, obtendo recursos para grupos de seu interesse.
Ao descer do 20º andar do arranha-céu onde trabalha, o Campeão pega o seu carro importado e circula como mais um executivo entre milhares da sua cidade. Usam os mesmos tipos de gravata e tomam o mesmo uísque. No fim da tarde vão para suas residências, num bairro de classe alta, onde escondem nos arquivos do seu computador informações que a sociedade dificilmente conhecerá algum dia. Neste mundo de interesses e disputas empresarias, cercado pela mais baixa política, o Campeão obtém vitórias atrás de vitórias, pois as circunstâncias conspiram a seu favor. Não é para menos que seu apelido é Campeão.

O PIG gaúcho

porco001O jornalista Paulo Henrique Amorim utiliza no seu site Conversa Afiada a expressão PIG que significa Partido da Imprensa Golpista.
Aqui pelas bandas gaúchas existem também representantes do PIG. São eles que procuram proteger a governadora Yeda Crusius e seus aliados, assim como de vez em quando colocam em evidência José Fogaça e Germano Rigotto, já visando as eleições do ano que vem.
O PIG guasca tem suas relações com a Assembleia Legislativa e a bancada gaúcha no Congresso Nacional. Comendo lavagem gosmenta e refastelando-se na sujeira, o PIG gaudério apronta das suas. Podem ter certeza que ele irá agir durante a CPI da Corrupção, usando e escondendo informações para que a lama da política gaúcha pelo menos fique num chiqueiro bem cercado. Só que o fedor pode ser tão grande que seja impossível esconder, vazando para a internet, jornais independentes e quem mais queira combater este manancial de podridão.

Rendo$a PPP

Setembro 5, 2009 Gastão Muri 1 comentário

“A grande preocupação em relação à lei decorre do fato de o Governo (que afirma não ter recursos para execução direta das atividades a serem objeto de PPP), contraditoriamente assumir, na posição de parceiro público, o compromisso de pagar contribuição ao parceiro privado, além de empenhar o orçamento público para garantir o parceiro privado com garantias que apresentam fortes traços de inconstitucionalidade. A insegurança jurídica poderá afastar os possíveis interessados em participar de PPP com o poder público”. (Texto da advogada Maria Sylvia Zanella Di Pietro).

máfiaVejam como funciona a máfia dos dilapidadores dos orçamentos públicos. Seus representantes manipulam a política para que o governo abra mão de serviços, deixando-os para a iniciativa privada. A alegação é de que o governo não tem recursos para a realização destas tarefas, mas mesmo assim ele tem que pagar a empresas e fazer garantias que perambulam a inconstitucionalidade, numa demonstração de tentativa de burlar a legalidade.
Tudo isto cheira mal. Se o Brasil fosse um país sério haveria autarquias geridas profissionalmente que controlariam a aquisição da merenda dos estudantes. Só que é um negócio altamente lucrativo ganhar licitações da merenda escolar. São milhões e milhões de reais todo mês, numa jogatina de cartas marcadas em processos licitatórios com vencedores previamente conhecidos. Unem-se os que têm a caneta na mão e os que se transformam em financiadores de carreiras e campanhas políticas.

*As Parcerias Público-Privadas (PPPs) foram bastante debatidas há tempos atrás. Hoje o assunto é pouco abordado, mas há muitas bestas prontas para parir outros monstrengos engolidores dos orçamentos públicos.

Leitura Global

Tarso Genro

Tarso Genro

Tarso Genro e equipe já têm um blog com artigos bastante interessantes. É o Leitura Global. O primeiro artigo faz uma séria análise do comportamento da imprensa nacional em relação à crise econômica mundial e as medidas tomadas pelo governo federal. Mais adiante acredito que o blog terá artigos sobre a política gaúcha e o Governo Yeda. Tarso e Yeda poderão ser adversários no ano que vem.

Reforma política paralisada

Setembro 2, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Os debates sobre a reforma política estão praticamente paralisados em razão das denúncias e conflitos existentes no Congresso Nacional. Os debates surgidos até agora parecem carregados de vícios. Uma das questões, a do voto em listas, certamente está sendo repudiada pela maioria da população. Surgiu ao sabor do interesse de lideranças partidárias já aboletadas no poder em Brasília.
Os projetos sobre o financiamento das campanhas, outro ponto bastante polêmico, também adormecem nas gavetas e computadores dos parlamentares.
Deveriam existir grupos ou comissões para debater as coligações, o financiamento das campanhas, a propaganda eleitoral, o uso da internet e, principalmente, um debate que levasse a um aprimoramento da política, buscando banir os maus políticos e administradores, aqueles que, por exemplo, já foram condenados por improbidade administrativa e possuem na sua cola uma série de investigações.
As coligações deveriam ser alvos de uma séria avaliação, pois levam ao oportunismo eleitoral e às acomodações eleitoreiras. Vale mais a negociação do que os ideais. Geralmente um ou dois partidos fortes se unem numa cidade e se abre um balcão para negociatas visando lotear a administração. O resultado é um festival de apadrinhamentos, com repartições lotadas, soterrando a possibilidade de se montar governos norteados por programas partidários e não por conveniências.
Mais uma vez se observa a pouca qualidade do debate parlamentar. O Senado é palco de rinhas e birras, pois o seu presidente, José Sarney, caiu em terrível desgraça. Como o seu batalhão de choque é forte e bem organizado, Sarney empunha uma bandeira de reformas totalmente esfarrapada, pois sua gestão é o retrato da decadência da política nacional.

Amenidades de uma cidade pequena

Desde que a lama fétida da Operação Solidária chegou às calçadas, a cidade de Osório parece ter absorvido o baque inicial. Uma festa recentemente ocorreu no Salão Paroquial para comemorar o aniversário do deputado estadual Alceu Moreira (PMDB).
Enfim, a vida continua e a memória curta da população ajuda a politicagem. Nas rodinhas de café há sempre uma maneira de curar os desenganos, seja na troca de gentilezas e nos desabafos, mesmo aqueles mais tímidos e envergonhados.
O Largo dos Estudantes está sendo coberto, o que certamente será muito bom para o centro e reativará este local, desde que ali boas coisas se instalem.
Na capital gaúcha as investigações prosseguem. Cada edição de Zero Hora é esperada com grande expectativa. Piadas sobre o tal “Tico-Butico” e “vem matar minha saudade” rolam por aqui, afinal gravações das autoridades flagraram estas conversas.
Apesar da aparente calmaria, acredito que virão algumas agitações mais adiante. Aqui neste site vou enfocar a política bem de perto, pois no nosso meio, em Osório, devemos buscar uma melhor administração e qualificar nossos representantes nos parlamentos.

“Uma sociedade de carneiros acaba por gerar um governo de lobos”. (Frase de Victor Hugo, escritor francês)

A conexão litoral da corrupção

corrupto É evidente que o esgoto que escorre de Canoas e Porto Alegre também tem seus resíduos cloacais chegando ao litoral gaúcho. Os deputados citados precisam ser muito bem investigados, assim como as empresas que constam das denúncias.
Certas coisas que fico sabendo são de revoltar. É uma matéria fétida muito grande aqui nesta nossa região. A falta de uma imprensa mais atenta e com espírito crítico aguçado deixou a porta aberta para a escória da política fazer a festa. E foram feitas muitas festas que não chegaram ao conhecimento da população das áreas mais humildes das cidades litorâneas.

Administrações municipais mantêm empreguismo

1corrupcao_thumb A crise que atingiu o setor público brasileiro, em especial os municípios, serve-nos para uma avaliação da capacidade de adaptação frente aos percalços da economia. Nota-se nos municípios a manutenção de antigos vícios, em especial o empreguismo que é encarado naturalmente aqui no Litoral Norte.
A base de apoio político do prefeito é sustentada por um conjunto de elementos nem sempre claros para a maioria da população. Pecou a legislação ao permitir que os cargos em comissão (CCs) representassem uma quantia significativa de recursos para os partidos. Com os descontos em folha dos salários dos CCs, os partidos vão espernear para que sejam mantidos estes “trenzinhos da alegria”. Na região nota-se a proliferação de formas diferentes de criação de cargos no setor público. Além dos CCs, há estagiários, bolsistas e outras modalidades de contratação.
As maiores prefeituras do Litoral Norte possuem funcionários em excesso. Numa época em que a informática se transformou numa poderosa ferramenta, podendo realizar múltiplas tarefas de controle, arquivamento de informações e envio de dados, ainda existe a figura do mandalete, aquele que lá está para carregar um documento de um órgão para o outro. Também há os que se especializaram em ficar sentados em sua cadeira, eis que pouco têm a fazer, pois as principais tarefas já estão delegadas para funcionários de quadro ou chefias.
Falta racionalidade administrativa e uma séria avaliação de cargos, salários, organização e métodos. Nenhum administrador que queira ser tido por sério pode negar que há um grave descompasso entre volume de funcionários e ação efetiva em prol do contribuinte, este o que mais deve ser valorizado numa sociedade, pois sustenta com seu trabalho e impostos o setor público.
O nepotismo é uma prática arraigada, apesar da legislação em vigor. Está havendo um nepotismo mascarado nos órgãos públicos. Algumas figuras saem de cena para que os familiares continuem nas tetas. Para provar que este problema é antigo basta ler o que já determinavam as normas do Conselho Municipal de Torres: “São nos termos da Lei Orgânica art. 33 n. 3º, inelegíveis para o conselho municipal os ascendentes, descendentes, padrastos, enteados, cunhados durante o cunhadio, sogro, genros, tios e irmãos do intendente”. Isto lá pelos idos de 1924.
A ilusão de uma Constituição abrangente sobre os direitos dos cidadãos tornou a administração pública permeável à manutenção de antigos vícios. Basta ver a forma como as prefeituras da região são administradas, com um empreguismo desenfreado custeado pelo contribuinte, onde o nepotismo e o favoritismo estão incrustados de forma velada. Mesmo com a crise, antigos vícios se perpetuam.

Regra antiga e vício atual

Encontrei na biblioteca aqui de casa um livreto que trata do Conselho Municipal de Torres. É do ano de 1924. Apresento-lhes um pequeno trecho para reflexão:
“São, nos termos da Lei Organica art. 33 n. 3.º, inelegiveis para o conselho municipal os ascendentes, descendentes, padrastos, enteados, cunhados durante o cunhadio, sogros, genros, tios e irmãos do intendente”.
*Naquele tempo a República, ainda noviça, procurava manter formalmente as rédeas sobre a gestão pública, tentando evitar favoritismos e nepotismos. Só que não adiantou muito, a degradação se manteve e cresceu naturalmente, para vergonha do Brasil. Em pleno século 21 vemos as redes de favoritismos, nepotismo e corporativismo permearem várias relações dentro dos governos e fora deles. O litoral gaúcho também é mau exemplo, pois aqui a política pública é mal conduzida, com algumas exceções.