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Posts Etiquetados ‘Saúde’

Parte da verba para saúde acaba represada

Luis Carlos Bolzan, diretor do Denasus

Enquanto serviços básicos de saúde ligados à prevenção e emergência padecem de falta de recursos, verbas acabam não sendo utilizadas pelos governantes. Este absurdo tem acontecido seguidamente no Rio Grande do Sul. Há casos em que recursos estão em bancos há mais de quatro anos, onde rendem juros resultados de aplicações financeiras. Esta questão foi abordada pelo diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Luis Carlos Bolzan, que palestrou durante o I Fórum de Saúde de Osório.
Segundo ele, apesar de o governo estadual descumprir a Constituição ao destinar apenas cerca de 3,5% do orçamento à Saúde, ainda deixa de utilizar recursos enviados pelo governo federal. A Constituição determina que 12% do orçamento deve ir para o setor, mas o Governo do Estado, justificando-se em razão da busca do déficit zero, deixa de repassar este dinheiro aos municípios.
Bolzan criticou aqueles que se opõem à criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Esta contribuição atingiria apenas os que recebem mais de R$ 3 mil por mês. O auditor destacou ainda o papel do Sistema Único de Saúde (SUS), pois toda a população, do mais pobre ao mais rico, acaba se valendo dele.

Hospital de Osório: a novela

Envolto em questões políticas, entremeadas com vaidades pessoais e profissionais, o Hospital São Vicente de Paulo prepara a sua troca de comando.
Já na sessão da Câmara Municipal da última segunda-feira os vereadores Miguel Calderon e Altivo Rosa dos Reis, ambos do PP, criticaram a possibilidade do prefeito Romildo Bolzan Júnior (PDT) assumir a presidência da entidade.
Nos bastidores estava sendo dito que o empresário Leonardo van den Broek poderia assumir a presidência do hospital, mas grupos contrários mobilizaram-se e as negociações já mudaram de rumo.
Observando tudo isto, fortaleço minha convicção de que o interessante seria a privatização do Hospital de Osório, estabelecendo uma administração profissional e varrendo privilégios e vaidades para a sarjeta, pois o que está em jogo é o atendimento a milhares de pessoas.
Como o hospital encontra-se municipalizado e com a regionalização via setor público entravada, o Executivo osoriense deveria viabilizar a privatização da sua gestão, com manutenção de alas para o SUS. Daqui a pouco o município vai estar dando meio milhão de reais por mês à instituição para manter uma estrutura em crônica crise.

Crise hospitalar em Santo Antônio

Funcionários do hospital protestam

Funcionários do hospital protestam

O que está ocorrendo no Hospital de Santo Antônio da Patrulha é o resultado da mescla da indecisão com a improvisação administrativa. As consequências ruins agora estão aflorando.
A administração municipal parece começar a enxergar uma solução definitiva ao passar o controle da entidade a uma entidade privada, conhecedora do ramo.
Esta crise em Santo Antônio serve de exemplo para outros municípios do Litoral Norte que esperam estourar as crises para depois aparecerem com os panos quentes. Em Osório, como já escrevi em tópico anterior, percebo uma preocupante indecisão, enquanto o governo federal acena com R$ 12 milhões prontos para serem investidos no hospital local. O tempo pode ser cruel com a indecisão e mais adiante os remédios poderão ser amargos.

Hospital aguarda decisão do poder público

Hospital de Osório Preocupa-me o fato de que exista a disponibilidade, por parte do governo federal, de R$ 12 milhões para o Hospital São Vicente de Paulo, mas até agora não se tenha ideia de como a instituição será gerida a partir da sua regionalização. Osório, apesar de ter recursos financeiros em grande volume, ainda estuda a melhor solução para o hospital que hoje encontra-se praticamente municipalizado.
Nas entrelinhas da conversa que tive com o secretário municipal da Saúde, Eduardo Abrahão, percebi que futuramente poderá haver uma terceirização, uma privatização branda, quem sabe uma fundação pública de direito privado gerindo a instituição. Por fim, afirmei ao secretário que há necessidade de pessoas especializadas no ramo estarem no comando da entidade. O secretário concordou comigo.
Neste ano a regionalização não acontece. Para o verão uma pequena UTI deverá ser instalada. O hospital aguarda medidas que já poderiam ter sido tomadas há algum tempo, não fossem as indecisões que ocorrem no campo da política.

Maioria das prefeituras descumpre acordo sobre Hospital da Ulbra

Suian Luz

Suian Luz

A maioria dos municípios está descumprindo o acordo feito visando enviar recursos ao Hospital da Ulbra, localizado em Tramandaí. A instituição entrou em grave crise financeira, motivando um convênio para o qual o governo estadual contribui com R$ 150 mil. Os outros R$ 150 mil foram divididos entre os municípios do Litoral Norte. Municípios como Imbé, Santo Antônio da Patrulha e Xangri-Lá não estão pagando. A maior parcela vem sendo paga e cabe a Tramandaí, ficando em cerca de R$ 84 mil por mês.
O Conselho Municipal de Saúde de Xangri-Lá, por exemplo, não aprovou o envio de recursos para o Hospital da Ulbra. Conforme Suian Luz, diretor do Consórcio Público da Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte), o acordo de cavalheiros havia sido celebrado visando contribuir para o funcionamento das UTIs.
Além da saúde, o consórcio também atua nas áreas de meio ambiente, turismo e segurança pública, através do Pronasci. A entidade contratou uma turismóloga para melhorar a sinalização turística nas cidades da região.

Secretário da Saúde na Câmara

Eduardo Abrahão

Eduardo Abrahão

Ontem o secretário da Saúde, Eduardo Abrahão, esteve na Câmara Municipal fazendo um relato das ações do governo municipal neste setor. Falou do atendimento à população nas unidades sanitárias e as ações de prevenção. Eduardo confirmou o interesse do município na regionalização do Hospital São Vicente de Paulo.
Constato que sempre que se fala em investimentos no hospital de Osório, com instalação de novos equipamentos e serviços, há alertas em relação aos custos para a instituição. Isto ocorre porque falta administração profissional e de ponta para o Hospital de Osório. Quando um grupo com profissionais capacitados puder implementar mudanças administrativas visando a modernização, com apoio de uma empresa conhecedora do ramo, se poderá dotar o Hospital São Vicente de Paulo de uma série de especialidades e serviços hoje inexistentes. Defendo que o melhor caminho para a entidade é a sua privatização e manutenção de setores e alas para o SUS.
O município de Osório deve despejar ainda muito dinheiro no hospital, com grandes dificuldades para a manutenção e controle, já que trata-se de um problema administrativo de alta complexidade que exige conexão com aquilo que há de mais moderno em recursos humanos, exames e atendimento clínico e emergencial.

Mãe de Deus deve assumir Hospital de Tramandaí

Li matéria enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha afirmando que a Secretaria Estadual da Saúde vai apoiar que o Hospital local passe a ser gerido pelo grupo Mãe de Deus. A matéria também fala que o Mãe de Deus deve assumir o Hospital de Tramandaí, atualmente sendo controlado pela Ulbra.
O Mãe de Deus, a se confirmar estas negociações, vai ficar muito forte na região, pois além dos hospitais de Capão da Canoa e Torres, vai administrar os de Tramandaí e Santo Antônio da Patrulha.
Enquanto isto, o Hospital de Osório espera uma regionalização que não deverá acontecer e assim uma municipalização “branca” se enraiza.

Tramandaí registra primeiro caso de Gripe A

Médico examina uma paciente

Médico examina uma paciente

Hoje de manhã o secretário de Saúde Carlos Bauermann recebeu resultados do exame que mostram que uma jovem de 17 anos, moradora da Zona Sul, teve a Gripe A. O médico explica que a adolescente está curada e vem levando uma vida normal. O exame foi realizado pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Outros pacientes estão sendo monitorados no município. Por enquanto, não há nenhuma morte vinculada ao H1N1. O Tamiflu está sendo receitado em caso de necessidade.

Regionalização do Hospital já era

Vereador Leoni Martins

Vereador Leoni Martins

Entrevistei o vereador de Osório, Leoni Martins (PP), o Doca. Segundo ele, dificilmente vai acontecer a sonhada regionalização do Hospital São Vicente de Paulo. Com a falta de uma ação política mais eficiente, a entidade permanece aguardando mais verbas públicas que possam lhe garantir melhores condições de atendimento à população de Osório e região.
O Hospital é beneficente e realiza parceria com o Executivo Municipal para manter principalmente os plantões. Na minha opinião o São Vicente deveria ser privatizado, com manutenção de alas para o atendimento do SUS.
Tema de muitos discursos e campanhas políticas, o Hospital de Osório é uma grande vítima da falta de visão social em relação à saúde, pois condena-se uma instituição à estagnação por caprichos particulares e interesses localizados.

Trabalho preventivo contra Gripe A

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Os municípios de Tramandaí e Osório montaram postos de controle e triagem de pessoas com gripe. A cidade praiana estruturou sua unidade junto ao Posto 24 Horas. Osório está fazendo este importante trabalho preventivo numa unidade móvel que está estacionada ao lado do Hospital.
Por enquanto não há notícias de casos de Gripe A no litoral gaúcho. As autoridades sanitárias estão em alerta e possíveis casos são acompanhados de perto por médicos e equipes de enfermagem.