Operação Solidária, a esquecida
Lá no fundo do baú está a Operação Solidária, bem esquecida. Agora é uma época com muitos assuntos bons para se arrebentar nas manchetes. É a Gripe A (não é Suína, captou?), as tropelias aéreas do Congresso Nacional, o petróleo do pré-sal etc e etc.
A Operação Solidária ficou no fundo do gaveta. Em época digital podemos dizer que está naqueles arquivos acessados de madrugada, inclusive com outro nome para mascarar o seu conteúdo.
As figurinhas envolvidas ganham tempo para escapar às investidas policiais e judiciais. Limpa pra lá, limpa pra cá, vende aqui, vende acolá e transfere pro fulano. Rapidez é fundamental para não acabar mal.
SOCIEDADE COMOVENTE
Tenho medo de me transformar num político de gabinete. Ou será que já me transformei nisto? Já saio da capital com tudo arrumado para fazer média nas prefeituras. Não sou propositor. Sou enrolador. Não sou fiscalizador. Sou “negociador”.
Uma emoção forte veio-me à mente quando comecei a me descobrir como uma criatura que depende do gabinete. São projetos prontos, ideias copiadas de outros e negociações com a companheirada sem precisar me comprometer demais. Estou pavimentando meu caminho para me manter na estrada da política. E cada vez mais esta estrada passa pelos corredores quase vazios e gabinetes onde converso sempre com os mesmos, esperando sempre os mesmos resultados.


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