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Posts Etiquetados ‘Torres’

Histórias de Pescador

Novembro 1, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Histórias de Pescador No sábado assisti ao evento Histórias de Pescador, em Torres, na Casa de Cultura. Muitas histórias engraçadas foram mostradas, misturadas a coisas absurdas que só podem surgir em meio a relatos de pescarias e aventuras por este Brasil afora.
O repórter da TV Globo, Maurício Kubrusly, e equipe estiveram registrando o evento e talvez ele seja mostrado em alguma edição do programa dominical Fantástico.
O apresentador foi Ivan Therra que tem buscado desenvolver as atividades culturais no litoral gaúcho. Acredito que a próxima edição do evento já deverá apresentar diversas evoluções. Esta primeira foi um sucesso, em feriadão que levou a Torres milhares de pessoas.

Prédios históricos do litoral gaúcho

1a casa de Torres Estive observando o sítio histórico onde está a primeira casa de Torres. Em matéria anterior afirmei que no local não havia placa destacando a importância daquela habitação.
Na verdade há uma placa, mas localizada ao lado da casa, na viela que também serve de acesso à Igreja São Domingos. No entanto, poderia haver divulgação do local histórico junto à estrada que percorre o sopé do Morro do Farol, pois ali passam, durante o verão, centenas e centenas de turistas.
Por falar em Torres, a Igreja São Domingos precisa passar por uma reforma geral, pois está muito danificada. O governo federal deve ter verbas específicas para este tipo de restauração histórica.

A primeira casa de Torres

Setembro 26, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Casa foi construída no século 19

Casa foi construída no século 19

Na subida do Morro do Farol, em Torres, está a primeira casa do município. Foi erguida no início do século 19 e certa vez teve como hóspede o imperador Dom Pedro.
No local deveria haver uma placa revelando a importância histórica da residência, pois trata-se também de uma atração turística. Ao lado dela está a Igreja São Domingos, outra relíquia que requer maior atenção do poder público.

Tramandaí mal no índice da Firjan

Tramandaí ficou em 398º lugar no Rio Grande do Sul pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal. Isto se deveu ao emprego e renda no município. Grande parte da população de Tramandaí vive no bairro Agual e arredores, onde o desemprego e a marginalização são uma chaga social. Já Osório ficou em 38º e Torres em 35º, pois são cidades com pouca favelização. Imbé apareceu em 74º.
Apesar de alguns problemas sociais, o Litoral Norte recebe continuamente pessoas vindas de outras regiões do Estado. Elas buscam qualidade de vida e oportunidades de emprego e negócios. Até Osório cresceu populacionalmente nos últimos anos.

Um aeroporto à espera de movimento

Vigia da Prefeitura de Torres cuida do local

Vigia da Prefeitura de Torres cuida do local


aeroporto 1Hoje de manhã passei pelo Aeroporto Regional, em Torres, e lá conversei com um vigia da Prefeitura de Torres que cuidava do local. Observei que o prédio está em boas condições, assim como as pistas. O aeroporto conta com equipamentos, inclusive para funcionar durante à noite. A dupla Chitãozinho e Xororó ali aterrisou e depois seguiu para Tramandaí, onde se apresentou no palco da Festa Nacional do Peixe.
A crise econômica sepultou a ideia de que haveria uma agitada ponte área Argentina-Torres, o que levou à pouca movimentação do aeroporto. Na maior parte do tempo o aeroporto está parado e semestralmente é vistoriado por militares.
Quando estava saindo disse ao vigia que chegará dia em que o aeroporto servirá para impulsionar o turismo e toda a economia do Litoral Norte. Por enquanto, aguarda melhores épocas e empresários que queiram investir.

Um aeroporto de mosquitos

Foto de alexsandersm

Foto de alexsandersm

Não é para ofender os carecas, mas a comparação vale para o Aeroporto Regional de Torres, obra cuja inauguração foi comemorada intensamente por políticos durante o governo de Antônio Britto. A estrutura poderia ter notável influência no turismo regional, mas falta-lhe movimento e interação com segmentos empresariais. O aeroporto adormece bem ao lado da Estrada do Mar, em Torres. A poucos quilômetros estão a divisa com Santa Catarina e os balneários gaúchos.

O novo e o antigo no embate

“Há hoje uma enciclopédia virtual consolidada com o maior acervo que o mundo já viu. E se criou até um jargão, ‘web 2.0′, um jargão para uma imensa colaboração em rede. Já nos anos 1990, o maior tráfico de rede já era de compartilhamento de arquivos peer-to-peer. Isso mostra uma tendência grande de uma parte considerável dos usuários de rede de compartilhar bens culturais, ao mesmo tempo em que essa prática entra em conflito com a reação da velha indústria cultural, que entra em crise mesmo tentando com todas as forças criminalizar o compartilhamento. É desse embate que estão saindo os novos modelos”. (Sérgio Amadeu Silveira, doutor em Ciência Política, em entrevista ao jornal Zero Hora em março deste ano).
A Petrobras criou um blog que imediamente gerou reação dos jornais diários do país. Este episódio mostrou o choque do novo contra o velho. O novo é a utilização da rede mundial de computadores para a divulgação de informações. Na outra ponta os grandes jornais diários brasileiros sentiram-se traídos, pois informações de seu interesse seriam veiculadas em primeira mão na internet.
No mundo das cidades pequenas, caso de Osório, Tramandaí e Torres, a internet também tem um impacto grande. Eu sempre tive muitas ideias na cabeça e somente as expus quando comecei com este site hoje hospedado no WordPress. Vejo uma acomodação muito grande no nosso litoral gaúcho. Enquanto Tramandaí realiza a Festa Nacional do Peixe, as demais cidades parecem não conseguir sair da mesmice. Até Osório, com seu orçamento anual de R$ 140 milhões, parece se arrastar em turismo e eventos. Torres, uma cidade belíssima e com um dos melhores climas do mundo, tem o verão, o Balonismo e só. Torres deveria sair do seu mundo paroquial e contratar pessoal para dar um salto rumo ao século 21, com paisagismo, eventos gastronômicos e turismo mais estruturado.
Os portais, sites, blogs existentes na região estão fazendo um papel muito bom. Posso citar Sandro Sauer (Da Praia News), Rogério Bernardes (Litoral Mania) que apresentam um trabalho qualificado de informação e divulgação da região. O Jorge Loeffler, lá de Xangri-Lá, também agita na internet, sempre às voltas com a política do seu município.
Para finalizar este tópico, como reflexão para todos, vou mostrar dois extremos da comunicação:
Situação 1 – um jornalista, depois de almoçar muito bem, recebe um telefonema do assessor do prefeito. São 14 horas e a matéria tem que ser feita como foi combinado entre o prefeito e a direção do jornal. O jornalista aceita o “pedido” e a edição é feita bem ao gosto do prefeitinho.
Situação 2 – um redator de um blog passa quatro horas pensando sobre um artigo. Às duas da madrugada, sujo e sem se barbear, ele escreve 30 linhas denunciando a porcariada que alguns políticos fizeram. A matéria sai limpa, apesar da sujeira do seu autor que ainda vai tomar banho e cear uma torrada.
*Agradeço a todos que me acompanham aqui. Agora de visual novo.

Regra antiga e vício atual

Encontrei na biblioteca aqui de casa um livreto que trata do Conselho Municipal de Torres. É do ano de 1924. Apresento-lhes um pequeno trecho para reflexão:
“São, nos termos da Lei Organica art. 33 n. 3.º, inelegiveis para o conselho municipal os ascendentes, descendentes, padrastos, enteados, cunhados durante o cunhadio, sogros, genros, tios e irmãos do intendente”.
*Naquele tempo a República, ainda noviça, procurava manter formalmente as rédeas sobre a gestão pública, tentando evitar favoritismos e nepotismos. Só que não adiantou muito, a degradação se manteve e cresceu naturalmente, para vergonha do Brasil. Em pleno século 21 vemos as redes de favoritismos, nepotismo e corporativismo permearem várias relações dentro dos governos e fora deles. O litoral gaúcho também é mau exemplo, pois aqui a política pública é mal conduzida, com algumas exceções.

Balões ao ar

Condições climáticas favoreceram voos durante o sábado

Condições climáticas favoreceram voos durante o sábado

No último final de semana estive em Torres conferindo o Festival de Balonismo. Enquanto pensava porque os principais resultados da Operação Solidária ainda não apareceram, vi subirem os balões, todos coloridos e inflados pelo ar quente.
A política no Brasil é semelhante a estes balões a gás. Carreiras políticas são infladas pelo ânimo coletivo, muitas vezes por manipulações que se expandem pela omissão de parte importante da sociedade. As carreiras decolam e voam para longe. Descem sabe-se lá onde para pegar apoio e dão um show quando se aproveitam do poder e do controle de contratos.
Balões ao ar! Políticos ao ar! Cada um procurando aproveitar o tempo que resta de vento bom. Cuidado com as descidas. Em Torres há os penhascos lá da praia. E as tempestades estão pegando muita gente de surpresa.
Nota final – No domingo choveu no litoral, finalmente. Só mais uma pergunta: “vai chover na horta ou não?”
Tem gente que não esquece. Ah, e o “carvão” chegou? Então dá para fazer um churrasquito.

Um bom exemplo

Copiei esta notícia do site www.litoralmania.com.br:
“A Prefeitura de Torres, através da Secretaria de Saúde, definiu a parceria com o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (pertencente à Associação Educadora São Carlos integrado ao Sistema de Saúde Mãe de Deus) e Instituto de Vita de Caxias do Sul para a construção de um Centro de Tratamento em Oncologia.

O objetivo é descentralizar e regionalizar o atendimento a pacientes com câncer. O serviço pioneiro no Litoral Norte atuará com a prevenção, o diagnóstico e o tratamento sistêmico dos diversos tipos de câncer, através de quimioterapia, medicação injetável ou via oral, hormonioterapia e terapia alvo-molecular definida”.

*Isto é possível porque uma empresa privada atuante está dirigindo o Hospital de Torres. O poder público, desta forma, realiza uma parceria que beneficia a população da cidade e da região. Em Osório uma ação deste tipo é muito difícil de sair do papel em razão do tipo de gestão que há no Hospital Sâo Vicente de Paulo. Em Tramandaí o Hospital da Ulbra agoniza. Já Torres, apesar das dificuldades, avança em seu sistema de saúde, pois o hospital local está conectado às necessidades da população e possui agilidade suficiente para implantar novos serviços. Eis um exemplo a ser seguido.