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Posts Etiquetados ‘Yeda Crusius’

Do ladinho do bispo

Bispo Jaime Kohl, deputado Alceu Moreira e governadora Yeda Crusius
Em dezembro de 2007 a governadora Yeda Crusius (PSDB) esteve em Osório para algumas solenidades. Bati a foto dela enquanto discursava, ao lado do deputado estadual Alceu Moreira (PMDB).
À esquerda, observando os dois políticos, está o bispo da Diocese de Osório, Dom Jaime Kohl. Foi uma tarde de muitos cortejos direcionados aos políticos, principalmente à governadora e seu fiel escudeiro, o deputado Alceu Moreira.
Em razão do aparecimento nesta foto do Bispo da Diocese, lanço aqui uma música religiosa, evocando melhores dias para a política gaúcha e brasileira.

Meu Deus, Tende Piedade

Meu Deus, tende piedade
Da nossa pátria amada:
Com fé hoje pedimos
Aos pés do santo Altar.
A nossa cara terra
A vós se volve súplice,
A Vós seu Chefe único
Eleva seu olhar.

Deus de clemência,
Divino Salvador!
Salvai todo o Brasil
Por vosso santo amor!
Salvai todo o Brasil
Por vosso santo amor!

*AMÉM!!!

Publicidade do Governo Yeda tem irregularidades

Não demorou muito para que alguns começassem a remexer na sujeirada que pode estar escondida na área publicitária do governo de Yeda Crusius.
O jornal O Estado de S. Paulo publica matéria fazendo referência a irregularidades em gastos de publicidade do governo estadual. Clique aqui para ler. Acredito que o autor da matéria seja um dos editores do blog Nova Corja que agora está trabalhando no Estadão.

Pedido de impeachment da governadora

Fui até o site da Assembleia Legislativa e passei a ler o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB). Trata-se de uma peça que deve ficar na história do Rio Grande do Sul, pois retrata o grau de decadência da política gaúcha. Clique aqui para ler na íntegra.
Pelo que está ali escrito outros políticos gaúchos também deveriam ser banidos da vida pública. Grande parte dos delitos apontados ali já foram cometidos por mandatários. Isto deveria ser dito aos quatro ventos para que na próxima eleição se tenha melhores parlamentos. Fica a torcida para que toda esta turma um dia se ferre do A ao Z, deixando a vida pública para aqueles que realmente são comprometidos com o bem comum.

Notas podem comprometer governadora

No site do jornal Estado de São Paulo uma notícia representa mais uma polêmica em torno da governadora Yeda Crusius. Notas fiscais comprovariam que dinheiro público teria sido usado em obras na casa de Yeda. Confira clicando aqui.

Propaganda com déficit de conteúdo

Propaganda do Governo Yeda Andei olhando o material de propaganda do Governo Yeda (PSDB) e me chamou a atenção o título de um livreto: “Para entender além do déficit zero”.
A impressão que passa é de um alardeado déficit zero como se fosse um poderoso cavalo de batalha na defesa do governo tucano. Como a manobra propagandística não colou, os marketeiros decidem explicar “além do déficit zero”. Trata-se de uma falha terrível de comunicação, pois boas ações governamentais justificam-se de forma cristalina e não precisam ser explicadas e detalhadas ao público, apenas mostradas com muitas fotos e argumentos simples.
A população quer boas escolas e saúde, assim como segurança pública e transporte. A maioria da população não dá bola para déficits, superávits, leis orçamentárias, receita e despesa.
Esta propaganda tem déficit de conteúdo e nasce vazia de significado maior. Não é para menos que a governadora Yeda Crusius tem um índice de rejeição muito elevado, jamais visto no Rio Grande do Sul.

Pavor na pocilga

Parlamentar_da_pocilga_fuma_cigarrinho Bateu o pavor no PIG (Partido da Imprensa Golpista) do Rio Grande do Sul. A Assembleia Legislativa aceitou o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB). Para saber mais clique aqui.
A pocilga da corrupção e do desvio de recursos públicos está em polvorosa. Também outros políticos poderão se danar se for deflagrada em larga escala a Operação Solidária. O fedor era forte demais para ser ignorado e o presidente da Assembleia, deputado Ivar Pavan (PT), tratou de deixar cada porco no seu lugar. Ainda está longe o clima de “salve-se quem puder”, mas as notícias são péssimas para o PIG gaúcho.
Misturados e lambuzados na lavagem estão o PSDB e seus aliados. A pocilga passa por uma crise muito forte. Com o início da primavera, o aumento da temperatura e o prosseguimento das investigações o fedor deve chegar aos céus.

Yeda Crusius em Osório

Governadora Yeda Crusius cercada por repórteres

Governadora Yeda Crusius cercada por repórteres

No dia 15 de dezembro de 2007 a governadora Yeda Crusius (PSDB) esteve em Osório. Ainda bastante tranquila, pois não haviam estourado os escândalos que cercam seu mandato, Yeda discursou e deu entrevistas. Buscou ficar ladeada do deputado Alceu Moreira (PMDB) e também cortejou o empresário Leonardo van den Broek que concorreu a prefeito de Osório pelo PSDB. Ao fundo da foto, de camisa clara, aparece o professor Benito Izolan, um histórico do PMDB osoriense.
O tempo passou e a fisionomia de Yeda mudou. A tucana defronta-se com a CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa e uma oposição ferrenha a cerca. O rosto de Yeda apresenta rugas de cansaço e não tem mais o viço que ostentava quando esteve naquele ensolarado dia em Osório.

“Todos os Homens da Governadora”

Julho 25, 2009 Gastão Muri 1 comentário

Governadora Yeda Crusius (PSDB)

Governadora Yeda Crusius (PSDB)


Parafraseando aquele famoso filme sobre o Escândalo de Watergate (EUA), temos aqui na província rodando “Todos os Homens da Governadora”.
Ricardo Lied, Cezar Busatto, Delson Martini, Marcelo Cavalcante, entre outros, são sinônimos de polêmicas, denúncias e investigações. O governo de Yeda Crusius é um problema em si próprio. Creio que algum jornalista ou escritor irá, ao agrupar e sistematizar fatos e documentos, escrever um livro sobre o mandato da tucana. São tantas as polêmicas que apenas um livro de cerca de 400 páginas poderá agrupá-las e mostrá-las à opinião pública.
Mais adiante quem sabe surja até um filme, não com o nome clone de “Todos os Homens da Governadora”, mas outra denominação simples que faça alusão a Yeda Crusius e sua equipe.

Ressacas

ressaca

Em meio ao cipoal de acusações, o Governo Yeda busca responder e mostrar a que veio. Lamentável a falta de continuidade de trabalho do seu secretariado. Até agora houve 22 trocas de secretários, numa demonstração de instabilidade preocupante. O clima de campanha eleitoral já é sentido, pois diversos opositores buscam o impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB), apesar de faltar um processo legal que motive esta ação.
O Litoral Norte tem se ressentido da falta de investimento do governo estadual. As praias possuem um tipo de economia marcada pela sazonalidade, apesar de alguma reversão, em razão do comércio e da vida própria que a aqui se criou, principalmente devido à vinda de aposentados.
Politicamente a região vê surgir algumas lideranças jovens. Há a necessidade de renovação, de oxigenação do debate. Agora, de folga das atividades parlamentares, alguns deputados circulam muito pelo litoral, mas apresentam poucos resultados do seu trabalho. No máximo levantam algum tema importante e procuram encaixá-lo na realidade daqueles municípios que estão visitando. A repercussão é pequena e os resultados inexpressivos.
Outro problema do Litoral Norte é a falta de integração entre os municípios. Disputas bobas e rivalidades antiquadas dificultam o trabalho em conjunto. Atividades culturais são anêmicas, pois baseiam-se no oficialismo e num grupo de favoritos do partido do prefeito. Isto precisa mudar com novas ideias e mais contato com as comunidades.
A vida segue amena para nós do Litoral Norte, enquanto vemos a crise engolfar definitivamente o Governo Yeda. Na agitada Porto Alegre, das constantes filas e engarrafamentos enormes no trânsito, o Palácio Piratini testemunha um governo que surgiu sob o signo da intempérie. Aqui na orla, do cotidiano pacato, temos uma qualidade de vida que costuma atrair os habitantes da capital. A ressaca da praia é apenas momentânea, quando ficamos observando as ondas fortes despejarem sua força na areia. Na cidade grande a violência e a ferocidade são uma ressaca constante. E Yeda Crusius e seus apoiadores estão no meio deste turbilhão.

Governo Yeda em agonia

As duas últimas semanas foram marcadas pelo retorno ao noticiário do vice-governador Paulo Feijó (DEM). Poucos perceberam, ou não querem notar, que Feijó está bem mais fortalecido antes. Seu partido o apoia e a CPI, se criada, o terá como peça fundamental, pois ele tem cópias de cerca de 800 e-mails relacionados à campanha eleitoral da então candidata a governadora Yeda Crusius (PSDB).
Feijó tornou-se uma figura odiada por muitos. Apesar de revelar esquemas duvidosos e ilegais, algumas pessoas dizem que ele é o maior sem-vergonha de todos. Ora, mas quem fez as falcatruas não o é? Feijó não aderiu aos esquemas e então é sem-vergonha?
Outra coisa passou despercebida ou até acobertada. A governadora buscou apoios e parece que não conseguiu. Seu crédito político parece ter chegado ao fim enquanto as aves de rapina sobrevoam o Palácio Piratini. Está isolada e sua tentativa de processar apenas a revista Veja é estranha.
Corporativamente a Assembleia Legislativa pode sair manchada da CPI a ser criada. O pacote de investigações inclui a Operação Solidária, onde são investigados o secretário Marco Alba (deputado eleito) e o deputado Alceu Moreira. O PDT, o fiel da balança, tende a aprovar a CPI e os holofotes novamente cairão sobre Feijó quando revelar o conteúdo do material que possui.
Inevitavelmente vai ocorrer a exposição de empresas que doaram dinheiro à campanha de Yeda e de pessoas que receberam os valores. Quem vai passar por mentiroso? Depende do tipo de prova. O e-mail compromete, mas provas mais fortes como gravações e vídeos fazem um estrago muito maior.
O Rio Grande do Sul, visto como o estado mais politizado da nação, vê o lado negro da política sendo exposto. Yeda não conseguiu se proteger com o escudo do PSDB nacional. O DEM gaúcho aproveita a brecha e contra-ataca.
Num horizonte não muito longe, em abril do ano que vem, Yeda poderá sair do governo para se candidatar a deputada, buscando abrigo num cargo eletivo e mantendo-se viva na política. O vice Paulo Feijó então poderá ser governador até 31 de dezembro.
O Caixa 2 em campanha eleitoral é um vício nacional. O controle dos órgãos de fiscalização é frouxo e reina a facilidade de obter dinheiro por debaixo do pano. Nós do Litoral Norte continuamos acompanhando a crise que teima em rondar o Palácio Piratini. Feijó, o “homem-bomba”, ainda tem muito o que mostrar.