Neoliberalismo em xeque

A recente crise que assola as bolsas de valores do mundo inteiro novamente traz à tona questionamentos em relação ao neoliberalismo, modelo econômico usado em muitos países a partir da década de 80.

Certos economistas, compreendendo a crise e seus desdobramentos, afirmam que o neoliberalismo está em seus estertores. Julgam que o sistema está se exaurindo, numa autofagia resultado da sede por lucros desmedidos, passando por cima da prudência e da finalidade social.

A crise teve início nos Estados Unidos, quando houve financiamento, através de hipotecas habitacionais voltadas às classes média e baixa. O sistema financeiro norte-americano embarcou neste cassino, imaginando os lucros que viriam ao longo dos anos. O excesso de confiança mostrou-se desastroso. Com o calote dado por milhões de norte-americanos nos bancos, a crise tomou o tamanho de bola de neve. Rolando montanha abaixo ela se agigantou e hoje as repercussões são mundiais, em razão do tamanho e do grau de influência dos Estados Unidos.

O elemento crítico é esta crise do subprime dos EUA, mas aos estudiosos criteriosos que observam os movimentos da economia além da superfície, está posta uma situação ainda mais dramática. Já desde a década de 80 regiões como a América Latina vêm enfrentando problemas econômicos e sociais graves. Além disto, há a crise política. Basta ver o que está se sucedendo na Bolívia, onde ocorre uma crise institucional de grande magnitude.

Diversos fatores nos levam a crer que o neoliberalismo definitivamente entrou em xeque. Agora não é apenas uma contestação panfletária e momentânea, mas uma constatação resultado do movimento da economia, eis que os governos também se vêem em extremas dificuldades. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), age de forma positiva diante da crise. No entanto, os tentáculos de uma recessão começam a se chegar para baixo do Equador. Nossos vizinhos do Cone Sul também poderão submergir num período negro da economia.

Aos governos cabe encontrar a solução, com práticas intervencionistas e investimentos públicos que busquem garantir emprego, projetos sociais e melhor distribuição de renda, quesito em que o neoliberalismo tem falhado muito no Brasil.

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