Hipertrofia do Estado e crise

crise no BrasilAo longo dos últimos dois meses acompanhei o noticiário, inclusive o digital, tratando da crise que se colocou sobre o Brasil. Uma crise de natureza política, com desdobramentos terríveis na economia e na vida da sociedade.
Se falasse agora em choque de liberalismo para o Brasil, na forma de remédio, imediatamente seria rechaçado, chamado de direitoso, reacionário e defensor do grande capital por aquela esquerda festiva, enquadrada em conceitos tão firmes como balões soltos na ventania.
Em primeiro lugar temos uma crise moral que espraia-se pelas instituições políticas e administrativas. A hipertrofia do setor público, seu agigantamento, torna-o caro e lento, pois é voltado para si mesmo, numa luta corporativa por espaço diante da sociedade clamando por recursos para saúde, segurança, educação e infraestrutura.
Leis sociais oneraram em demasia os cofres públicos, o que é visível na folha de pagamento de pessoal da União, estados e municípios, com o agravante de haver o somatório de aposentadorias precoces e penduricalhos que somam-se aos vencimentos dos servidores. Resultado: cofres praticamente liquidados e o setor público tendo que rebolar para saldar os seus compromissos.
Vejamos o caso do Rio Grande do Sul. O Governo Sartori adota remédios amargos, impopulares, pois precisará privatizar, vender patrimônio, reduzir despesa e contratação de pessoal. Nem precisamos falar do investimento de maior porte, este totalmente embretado pela falta de caixa.

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Um Comentário

  1. adriano moccelin

    então, vamos googlar valendo? “apesar da crise…”
    https://goo.gl/uQOuYQ

    sente a crise: juntos, Bradesco, Santander e Itaú apresentaram lucro líquido contábil de R$ 12 bilhões no segundo trimestre, cifra maior que a vista em um ano… http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,juntos–bradesco–santander-e-itau-lucram-r-12-bi-no-trimestre,1738200

    “Dilma acreditava ainda estar na Nova República ao rifar seu governo para economistas liberais… Antes de ser econômica, a crise brasileira é política, é a marca do fim de uma era política. O presidencialismo brasileiro precisaria de tal flexibilidade para, no caso, convocar eleições gerais, tendo em vista, entre outros objetivos, a dissolução deste Congresso e convocação de uma assembleia constituinte capaz de refundar a institucionalidade política nacional”. Vladimir Safatle
    http://naofo.de/6du6

    “O Rio Grande do Sul está vendo um remake de outros governos do PMDB. Todos os que acusaram o candidato José Ivo Sartori de ter concorrido e vencido às eleições sem ter um programa de governo. Ledo engano. Sartori sempre teve um projeto para ser executado. Ele apenas, estrategicamente, não o declarou”. Juremir Machado da Silva
    http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=7389

    “Combate à sonegação e à evasão, além do controle sobre os benefícios fiscais, são decisivos para a melhoria da situação financeira do Estado”. Cezar Miola, presidente do Tribunal de Contas do Estado
    http://goo.gl/Ip3r4W

    Operação Zelotes? o Conselho Nacional de Justiça cobrou explicações do juiz Ricardo Augusto Soares Leite… escassas informações chegam. o mesmo já não responde pelo maior escândalo de corrupção do país, quem responderá será a juíza Marianne Borré. não está fácil buscar machetes, nenhuma novidade, até porque tem até afiliada da rede Globo envolvida no caso; bancos.. Santander, Bradesco, Safra… montadoras Mitsubishi e Ford, gigantes como Gerdau… a lista é longa.

    Antes de assumir o Ministério da Fazenda, Levy era executivo do grupo Bradesco.
    http://www.valor.com.br/brasil/4135668/levy-estoque-de-cobrancas-no-carf-pode-cair-para-r-266-bi-em-um-ano

    penduricalhos? tipo conceder passagem aérea para esposas de parlamentar? ou tipo do judiciário?
    http://www.claudiawallin.com.br/2015/06/13/o-que-juizes-suecos-acham-das-mordomias-que-seus-colegas-no-brasil-se-autoconcedem/

    “As pessoas falam todo tempo que as crianças e os jovens não leem. Não é um problema isolado, mas consequência. Instruem a não nos ocuparmos de coisas que tomam tempo, que são profundas, lentas ou difíceis. Hanna Arendt define cultura como aprendizagem da atenção. Aprender a prestar atenção. Toda a cultura que alimentamos hoje é contra a atenção”. Alberto Manguel

    o Impostômetro atingiu R$ 1,2 trilhão nessa semana
    http://www.impostometro.com.br/

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