Prefeito Abrahão defende continuidade da intervenção hospitalar

Eduardo Abrahão

Eduardo Abrahão

Hoje pela manhã entrevistei o prefeito Eduardo Abrahão (PDT), abordando a intervenção no Hospital de Osório, equipe de governo e a situação financeira da administração municipal. Abrahão já começa a delinear um novo Secretariado que irá atuar a partir de 1º de janeiro, devendo se preparar para as turbulências decorrentes da queda de receita.

1)O que acontecerá com o Hospital de Osório a partir de 1º de janeiro?
Eu defendo a permanência da intervenção por mais 12 meses, mas isto vai depender de uma deliberação do próprio Hospital, do seu corpo de servidores e médicos, numa discussão com a Sociedade Beneficente São Vicente de Paulo. Particularmente defendo a manutenção da intervenção para consolidar trabalho iniciado em julho que, na minha visão, está dando certo.

2)Como a Prefeitura de Osório está agindo diante da queda de receita?
As recuperações da Prefeitura são paulatinas, assim como ocorre em outros municípios. A nossa situação hoje é de algumas dificuldades, mas por motivos óbvios. Se não há transferências do Estado e da União como vinham antes, e elas vêm caindo por uma economia completa parada em nível estadual e federal, evidentemente que quem sofre são os municípios. Temos uma média de valores repassados por mês, até meados de 2015, que hoje está pela metade. São repasses que não dependem do município. O ICMS, por exemplo, vem do Estado, o FPM da União. Repasses vinculados, como o do transporte escolar, também não têm vindo dentro da normalidade e o município continua respondendo pelo transporte dos alunos do município e do Estado. Não existe como fazer um planejamento se o orçamento depende de verbas vindas de fora que estão caindo todo mês. Isto não ocorre só em Osório. Acontece nos outros municípios do Litoral.

3)E a formação do Secretariado?
Estou pensando com calma para ver quais são os movimentos que eu vou fazer para formar o novo Secretariado a partir de 2017. Não tenho nomes para nenhuma pasta ainda. Todas eles serão de escolha pessoal minha.

4)O município vai realizar cortes em projetos, programas ou pessoal para reduzir gastos?
Nós começamos a fazer isto há um ano e meio atrás, com redução de algumas despesas que nós tínhamos e hoje não temos mais, assim como cortes em alguns investimentos. O problema é que a situação financeira hoje se agrava, tanto do ponto vista estadual e municipal, que por mais que sejam feitos cortes o orçamento sempre vem caindo por falta destes recursos que são atribuição da União e do Estado e que a cada vez mês vêm menores. Por mais que se cortem despesas, nunca se alcança uma estabilidade orçamentária. A perspectiva é de que não haja melhoras deste quadro tão cedo.

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