Imagem é tudo na campanha eleitoral

Há poucas eleições atrás aconteceu episódio insólito na política do Litoral Norte. Eloi Braz Sessim postulou sua candidatura a prefeito de Tramandaí, cuja admissibilidade ficou em suspenso por um bom tempo, aguardando uma decisão da Justiça Eleitoral. Tendo sido impedido de participar da campanha eleitoral, montou um boneco de sua pessoa e arregimentou apoiadores que foram para as ruas pedir voto. Sua campanha chamava a atenção, pois o “boneco do Sessim” era uma sensação por onde passava. No entanto, o esforço foi em vão, pois a sua candidatura não foi deferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Na eleição deste ano a candidatura de Lula está também aguardando uma decisão definitiva. Houve inscrição de sua candidatura a presidente, mas seu impedimento é visto apenas como uma questão de tempo, em razão de cumprimento da Lei da Ficha Limpa.
Assim como o “boneco do Sessim”, Lula se fará presente, mesmo que por meio de imagens e vídeos. Diferente da estratégia solitária e desesperada de Sessim, o petista procurará passar o bastão da campanha, num jogo coordenado para tentar ganhar a eleição com outro candidato na reta final.
Estas situações provam que o sistema legal que norteia as eleições no Brasil tem falhas, pois é recheado de instâncias recursais, prazos fora de propósito e indefinições que confundem o eleitorado.

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