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Hospital busca solução diante de crise

Reunião foi no auditório do São Vicente

Hoje acompanhei o desdobrar de uma novela antiga de Osório: a crise financeira do Hospital. O modelo filcantrópico se exauriu, mas mesmo assim foi mantido. O prefeito Eduardo Abrahão estava presente e já previu a retirada da intervenção da administração administração municipal até julho.
Entrevistei o vereador Roger Caputi que me disse ser essencial a conscientização da comunidade sobre a importância do Hospital. Segundo ele, as vinculações políticas em relação à instituição prejudicam a vinda de apoios.
Dados extraoficiais apontam que a dívida do Hospital está em mais de R$ 9 milhões. A Prefeitura de Osório já aponta que está saindo da intervenção. Então a crise só pode aumentar, o que repercute junto à população mais carente, infelizmente.

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Imbé terá Policlínica

Prefeito comemora início das obras

O prefeito Pierre Emerim entregou na tarde desta sexta-feira (6) a Ordem de Serviço para início das obras da Policlínica Municipal de Saúde. O ato também contou com a presença do vice-prefeito Ique Vedovato, secretários municipais, vereadores, autoridades locais e da comunidade.
O local é centralizado, na esquina da Avenida Paraguassú com a Rua Sapiranga, onde ficava o antigo prédio da Escola Municipal de Ensino Fundamental Estado de Santa Catarina. A estrutura terá aproximadamente 1,4 mil m² e substituirá o atual Posto de Saúde 24 Horas.
A Policlínica contará com uma estrutura moderna, com todos os serviços que já são prestados no Posto de Saúde, ambiente climatizado, móveis novos e leitos de retaguarda. “Será como um mini hospital, pois terá leitos de retaguarda. É uma obra mais do que necessária, pois o nosso Posto 24 Horas é feito de reformas e ‘puxadinhos’. A Policlínica é um compromisso que firmamos com nossa comunidade e será cumprido”, disse Pierre durante a entrega da Ordem de Serviço.

Hospital de Osório: “deixa como está para ver como fica”

Claudio Paranhos cumprimenta funcionários

Nesta tarde aconteceu mais uma reunião no Ministério Público de Osório a respeito da crise do Hospital São Vicente de Paulo. Estavam o prefeito Eduardo Abrahão, direção do Hospital e funcionários, Sindisaúde e o coordenador regional de Saúde, Claudio Paranhos.
Apesar de serem problemas crônicos, inclusive já previstos por alguns setores da comunidade, a toada continua a mesma em relação ao Hospital: o problema são os repasses pequenos e atrasados, a falta de melhor contratualização com o poder público e tabela de custeio defasada. É o legítimo “deixar como está para ver como fica”, pois são adotadas apenas medidas paliativas e não definitivas. A intervenção da administração municipal, prorrogada por mais seis meses, não logrou reverter a espiral deficitária das finanças da entidade.
COORDENADOR DEFENDE GESTÃO
ESPECIALIZADA PARA O HOSPITAL

O coordenador Claudio Paranhos teve uma conversa franca com os preocupados funcionários do Hospital que estão realizando paralisação que deve se encerrar amanhã. “Está na hora de o Hospital de Osório pensar no seu futuro. Até agora muito se falou e pouco se solucionou. O São Vicente precisa de uma gestão especializada neste momento”, afirma.

Servidores do Hospital retomam paralisação

Manifestação é retomada na frente do Hospital

Novamente os funcionários do Hospital de Osório estão fazendo paralisação, uma forma de protesto contra os atrasos salariais. Nesta semana houve depósito de R$ 600, cobrindo apenas parcialmente os valores devidos. A categoria reclama a falta de pagamento do 13º salário e das férias.
A paralisação se estenderá até sexta-feira (19), quando nova assembleia será realizada. Ela está sendo acompanhada por integrantes do Sindisaúde. Cerca de 30% dos funcionários estão trabalhando, atendendo casos de urgência e emergência.
Há parcelas atrasadas do Governo do Estado, o que motiva um embate político, já que o governo municipal do PDT procura jogar a conta da crise hospitalar em Osório no colo do Governo do Sartori. Por outro lado, a compra de serviços por parte da administração municipal cobre apenas uma parte dos custos da instituição, levando-a a uma situação de déficit constante.

Paralisação de funcionários é parcial no Hospital de Osório

Servidores paralisados na frente da Emergência

Hoje pela manhã estive no Hospital São Vicente de Paulo, onde foi deflagrada paralisação por parte dos funcionários, em razão da falta de pagamento do salário de dezembro e do 13º. O movimento é parcial, pois 30% dos servidores estão garantindo os atendimentos básicos e emergenciais.
O deputado estadual Ciro Simoni (PDT) passou pelo Hospital, tendo conversado com os funcionários paralisados e com o representante do Sindisaúde que acompanha a manifestação. Ciro, que já foi secretário estadual da Saúde, falou comigo e fez fortes críticas ao Governo Sartori, apontando o que seria “incompetência” na área da saúde.
Por sua vez, o Governo do Estado anuncia que até sexta-feira (12) irá depositar R$ 500 mil na conta do São Vicente, o que irá amenizar por pouco tempo a crise, pois a instituição tem muitos compromissos pela frente.

Dep. Ciro Simoni

Também entrei em contato com a direção do Hospital. O interventor, Márcio Rolim, está bastante preocupado e reitera que precisa do apoio de todos os deputados: Ciro Simoni, Alceu Moreira e Gabriel Souza, para a superação da crise. Ele lamenta que a paralisação tenha sido iniciada, já que quem será penalizado é o cidadão que necessita do atendimento.
Amanhã pela manhã os funcionários terão reunião para decidir se farão uma greve. Esta assembleia será acompanhada pelo Sindisaúde.

Crise hospitalar motiva críticas de deputados do PMDB

Reunião teve momentos de debates ásperos

Hoje os deputados Alceu Moreira e Gabriel Souza, ambos do PMDB, estiveram reunidos com a direção do Hospital de Osório. Eles criticaram a intervenção e o modelo administrativo adotado, em especial Alceu, ex-prefeito da cidade.
“Não quero polemizar no momento, mas fica claro depois de todo este tempo que a intervenção não era para resolver o problema do Hospital. Basta ver o quanto o Hospital atende de pessoas que deveriam ser atendidas nos postos de saúde. Palavras do prefeito proferidas em reunião com a presença da diretoria e funcionários: ‘se este serviço fosse prestado pela Prefeitura custaria um milhão, mas o valor repassado é de R$ 370 mil por mês’. Então o problema não é só o atraso do Estado. O Hospital precisa de um arranjo administrativo que garanta equilíbrio das contas e de uma gestão feita sem favores políticos. Estou à disposição para ajudar, mas o São Vicente está sob a responsabilidade da administração municipal”, afirma Moreira.

Hospital de Osório padece com falta de recursos

Funcionários do Hospital foram às ruas protestar

Hoje servidores do Hospital São Vicente de Paulo foram para a BR 101 e ruas realizar manifestação. Eles protestam contra o atraso do salário de novembro e do 13º. Há mais de 20 anos a instituição enfrenta cíclicas crises, geradas pelos minguados recursos do poder público, já que atende pelo SUS, e pela falta de gestão profissional.
O São Vicente encontra-se sob intervenção do Executivo Municipal, mesmo assim os problemas financeiros continuaram. A dívida já alcança níveis alarmantes, motivando a busca de alternativas, como parcerias com entidades especializadas do setor privado. O modelo filantrópico foi mantido, apesar de exaurido há vários anos, o que infelizmente não impulsionou o desenvolvimento da instituição.