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Sindicatos e movimentos sociais preparam manifestações

Dep. Jeferson Fernandes

Ontem à noite, na sede do Sindicato dos Bancários do Litoral Norte, o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) reuniu-se com o comitê regional em Defesa da Previdência e dos Direitos Trabalhistas. Ficaram programadas atividades em Osório e Tramandaí neste sábado, agora com foco reforçado na pressão para a deposição do presidente Michel Temer (PMDB).
“É dinheiro com chip, com cédula numerada”, afirmou Jeferson em relação às investigações que envolvem gravemente Temer, Aécio Neves e a JBS. O presidente foi flagrado numa conversa altamente suspeita com Joesley Batista. “Não é uma armação como aquela que fez o juiz Sérgio Moro quando do vazamento ilegal da conversa de Lula com a presidente Dilma Rousseff”, apontou.

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Bancários enfrentam dificuldades na negociação

A reivindicação dos bancários por uma melhor reposição salarial é até justa. Esta categoria enfrenta uma situação muito adversa em relação a conquistas salariais e o que mais valha.
A automatização do sistema bancário, com uso de caixas eletrônicos e Internet, fez com que se abrisse um grande leque de prestação de serviços por parte dos bancos. Os servidores desta instituição precisaram se sujeitar a uma nova condição, já que há gradual redução de efetivo e a direção propõe-se a limitar seu uso ao estritamente necessário. Pela lógica capitalista o salário tende a se achatar, com exceção de bancos ligados ao setor público, nos quais a média salarial é maior.
Não prego a conformidade. Quero o melhor para os bancários e suas famílias. No entanto, vejo um horizonte com pouco espaço de manobra para os sindicatos da categoria. Os banqueiros são reticentes em relação a elevação salarial, dadas as condições do trabalho dentro das agências, já que o funcionalismo do setor está em segundo plano. Infelizmente é assim que ocorre quando uma categoria é encolhida pela informatização e automação. A crise ocorre, com vantagem para os patrões na mesa de negociações.

Funcionalismo angustiado

A bomba que estourou no colo do prefeito Anderson Hoffmeister (PP) certamente não foi formada a partir de 1º de janeiro. A defasagem salarial dos servidores municipais acumulou-se nos últimos dez anos. Tanto que hoje o município tem uma média salarial menor que outros da região, o que confirma que as administrações não tomaram medidas definitivas, apenas paliativas.
A categoria realizou manifestação contra o reajuste de apenas 3% concedido pela administração municipal. As reivindicações não se restringem à questão salarial, mas à falta de um plano de carreira, algo essencial, pois tem efeito motivador sobre o desempenho dos trabalhadores. Duas coisas chamam a atenção em Tramandaí. O município tem se baseado muito no pagamento de abonos. Também há o pagamento de diárias como uma forma de compensação pelo baixo piso de alguns segmentos. Estes dois fatos são indicadores de que há uma crônica improvisação, sem solução definitiva da questão salarial.
Parece haver um fosso separando os interesses do sindicato e da administração municipal. O debate fica em torno da questão do número de cargos de comissão (CCs) e os salários que eles recebem, gerando uma grande distância dos servidores da parte debaixo da pirâmide funcional.
Vários fatos conspiraram contra este primeiro semestre da administração do prefeito Anderson. Há queda dos repasses federais, crise do Hospital da Ulbra e diminuição dos royalties petrolíferos. Todos estes fatores acenderam a luz amarela nas finanças municipais. A preocupação com a manutenção da folha de pagamento em dia e o pagamento de fornecedores faz a administração pisar no freio na hora de conceder reposição salarial dos servidores.
O município, em projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, tem como meta dar reajuste salarial até o final do ano, caso haja condições financeiras. Nem mesmo esta perspectiva acalma o sindicato.
O desenvolvimento da cidade passa por uma boa gestão da administração municipal. Para isto, os funcionários precisam estar preparados e motivados. Preocupante é a questão salarial, ainda sem solução, lamentavelmente. Esperamos que ainda este ano Tramandaí veja o fim desta novela, afinal já houve bastante tempo para as mudanças.

Municipários de Tramandaí protestam

Logo após ter sido proibido pela administração municipal de colocar um aviso no mural da prefeitura a respeito do “estado de greve” dos municipários, o presidente do Sindicato dos Servidores, Eduardo Dornelles, me confirmou que amanhã (23) vai ocorrer manifestação no centro de Tramandaí. O reajuste salarial de apenas 3% deixou muitos funcionários insatisfeitos.